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quarta-feira, julho 24, 2024

CPI da Covid deve ter Omar Aziz como presidente e Renan Calheiros como relator

Definição dos cargos, que tem de ser referendada em eleição interna, deve ocorrer na próxima semana e será crucial para os rumos da investigação

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O senador Omar Aziz (PSD-AM) deve ser confirmado como presidente da CPI da Covid no Senado na semana que vem. Embora tenha uma atuação considerada independente, Aziz tem o apoio do Palácio do Planalto para ocupar a função. Pelo acordo entre os partidos, Renan Calheiros (MDB-AL), que faz oposição ao governo, assumirá a relatoria do colegiado. Os nomes ainda precisam ser confirmados em eleição na primeira reunião da CPI, mas a escolha costuma ser combinada antes.

O governo tentava emplacar um aliado no comando da CPI para ter alguma influência. Isso porque o presidente da comissão é responsável por ditar o ritmo que a investigação deve avançar e o que será votado nas reuniões. Sua atuação é determinante para que os trabalhos do colegiado cheguem em algum lugar.

Embora crítico à gestão de Bolsonaro na pandemia, Aziz chegou a defender o adiamento da CPI e já adotou posições favoráveis ao governo em outros momentos. Coube ao senador, por exemplo, relatar a indicação de Jorge Oliveira, ex-ministro de Bolsonaro, a uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

“Não tem governo, seja de direita, centro ou esquerda, que não tenha cometido equívocos nessa pandemia. Em todos os Estados está tendo morte. O João Doria (governador de São Paulo) é 100% contrário ao pensamento do Bolsonaro. São Paulo, por acaso, está vivendo um mar de rosas? Esse discurso (eleitoral) não vai acontecer dentro da CPI”, declarou Aziz ao Estadão/Broadcast Político.

O líder do DEM, senador Marcos Rogério (RO), um dos aliados de Bolsonaro na comissão, elogiou Aziz e disse que ele seria um bom nome para coordenar a CPI. No entanto, o senador de Rondônia ressaltou que a definição do cargo ainda não está decidida e que hoje qualquer um dos 11 titulares teria condição de assumir o posto. “O Omar tem conversado com senadores, falado, mas esse tipo de situação é normalmente decidido na última hora. Isso passa pelo presidente do Senado e pelos partidos”, declarou.

Marcos Rogério confirmou que o amazonense é o nome que mais tem se movimentado para ser presidente da comissão e que tem ligado para senadores em busca de votos. Porém, o líder partidário acredita que até o dia da eleição para o comando da CPI pode haver uma mudança de cenário. O político do DEM afirmou ser impossível que a CPI seja instalada na semana que vem, marcada por sessões do Congresso e o feriado de Tiradentes, e espera que a primeira reunião aconteça entre o final de abril e começo de maio.

“O Omar é um grande nome, pessoalmente eu gosto dele, mas não é assim que funciona. Nesse tipo de situação, às vezes o próprio candidato de última hora chega na comissão e fala: ‘não, eu não quero isso’. Muda todo o cenário. O momento agora é de dialogar, dialogar à exaustão para poder chegar no final e ter um nome que reúna o consenso ou pelo menos que tenha a compreensão de que é o melhor quadro para presidir a comissão”, declarou Rogério.

Relator – No caso da relatoria, o nome de Renan Calheiros deve ser confirmado após o líder do MDB, Eduardo Braga (AM), telefonar para Aziz na manhã desta sexta-feira, 16/4, abrindo mão da função. Renan é apontado como uma “pedra no sapato” do Executivo na CPI.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição, ainda disputa a presidência, mas deve ficar com a vice, se o acordo que está sendo costurado no momento se concretizar. Aliados de Bolsonaro vão apoiar a eleição de Aziz.

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Por O Estado de S.Paulo

 

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