O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou neste domingo (9) um vídeo em que aparece emocionado enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A publicação ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) impedir que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o ex-presidente no Dia dos Pais.
A autorização havia sido solicitada pela defesa de Jair Bolsonaro como uma exceção às restrições atualmente impostas ao ex-presidente. O pedido foi rejeitado no sábado (8) pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Por isso lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria” escreve Flávio.
Na decisão, Moraes manteve a suspensão das visitas a Bolsonaro por 30 dias, permitindo apenas o acesso de médicos e advogados. Flávio tem uma restrição específica de 90 dias, determinada em julho, depois que publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai.
Segundo Moraes, a divulgação do texto contrariou a proibição de Bolsonaro utilizar redes sociais, inclusive por meio de outras pessoas. A defesa do ex-presidente afirma que ele não tinha conhecimento prévio de que a carta seria publicada.
Na carta divulgada neste domingo, Flávio afirmou que soube da negativa após participar de uma agenda política em Itapetininga, no interior de São Paulo. Sem poder encontrar o pai, disse que passou a acompanhar informações sobre a saúde e o estado emocional de Bolsonaro por meio dos advogados.
“Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta”, relata Flávio em carta
O senador também falou sobre a campanha presidencial e afirmou que sua equipe trabalha para ampliar alianças políticas em diferentes estados. Segundo ele, apesar de não haver apoio formal de partidos de centro, integrantes dessas legendas estariam apoiando sua candidatura.
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Flávio ainda afirmou acreditar que o pai estará presente em uma eventual cerimônia de posse em janeiro de 2027, caso seja eleito.
“Nos meus discursos, quando falo que você vai colocar a faixa de presidente em mim, em janeiro de 27, o povo vai ao delírio”, afirmou.
Ao comentar novamente a decisão que impediu o encontro familiar, o senador criticou as restrições impostas ao ex-presidente e afirmou que considera injusto impedir a visita dos filhos no Dia dos Pais.


