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sexta-feira, julho 19, 2024

Apesar de novo recorde de mortes, Bolsonaro espera que STF mantenha igrejas abertas

'Qual é o último local que uma pessoa procura antes de cometer um suicídio? A igreja. Quem não é cristão, que não vá', disse o presidente

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Um dia depois de Brasil registrar, pela primeira vez, mais de 4 mil mortes por Covid-19 em 24 horas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 7/4, esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere a realização de cultos e missas durante a pandemia.

A Corte julga na tarde de hoje uma liminar do ministro Kassio Nunes Marque, que liberou os templos a realizar cerimônias religiosas presencialmente, o que costuma causar aglomerações. Segundo especialistas, a reunião de pessoas em ambientes fechados é uma das principais formas de proliferação da doença.

“Espero que ao STF julgar liminar de Kassio Nunes (Marques), que a liminar seja mantida ou que alguém peça vista para discutir mais”, disse Bolsonaro. “Qual é o último local que uma pessoa procura antes de cometer um suicídio? A igreja. Quem não é cristão, que não vá”, completou, ao discursar em Chapecó (SC).

A cidade catarinense visitada por Bolsonaro é apontada por ele como exemplo no combate à Covid-19. A viagem foi marcada de última hora, após o prefeito da cidade, João Rodrigues (PSD), celebrar, em um vídeo nas redes sociais a queda de internações e a desativação de uma unidade de terapia semi-intensiva. Mesmo assim, a ocupação de leitos ainda é alta. De acordo com dados da própria prefeitura, atingiu 93% na rede pública e 100% na privada nesta terça-feira, 6/4.

O município acumula ainda mais mortes por 100 mil habitantes do que o País e Santa Catarina. A cidade enfrentou colapso de saúde em fevereiro, precisou transferir pacientes, adotar restrições de circulação e ampliar o número de leitos. Chapecó tem 541 mortos pela pandemia, sendo mais de 410 somente neste ano.

Bolsonaro disse na segunda-feira, 5, que Chapecó faz um “trabalho excepcional” contra a pandemia e deu “liberdade” a médicos para prescreverem o “tratamento precoce”, ou seja, medicamentos sem eficácia para a Covid-19, como a hidroxicloroquina. “Não sei como salvar vidas, não sou médico, mas não posso tolher liberdade do médico”, afirmou o presidente no discurso desta quarta.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem defendido a prescrição de medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina contra a doença. Centenas de estudos científicos realizados até agora nunca comprovaram a eficácia das drogas para combater a Covid-19 e, em alguns casos, como da ivermectina, mostraram que não há qualquer efeito positivo.

 

Com informações O Estado de S.Paulo

Foto: Thiago Leon/ Santuário Nacional

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