A pouco mais de dois meses do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializa, neste domingo (2), sua candidatura à reeleição ao Palácio do Planalto durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo. O evento marca o início oficial da campanha presidencial petista e confirma a composição da chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Aos 80 anos, Lula busca um novo mandato à frente do Executivo federal apostando na continuidade da aliança formada com o PSB. Até o momento, a chapa é a única oficialmente homologada para a disputa presidencial composta por uma coalizão entre partidos.
A convenção nacional também reúne dirigentes partidários, parlamentares, governadores, prefeitos, militantes e lideranças políticas de diversas regiões do país. Além da homologação da candidatura, o encontro deverá apresentar as diretrizes da campanha e reforçar o discurso de continuidade das políticas implementadas pelo governo.
Nos dias que antecederam a convenção, Lula intensificou a agenda política em estados estratégicos do Nordeste para fortalecer os palanques regionais da base aliada. Na sexta-feira (31), participou da convenção que oficializou a candidatura à reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Já neste sábado (1º), esteve em Salvador para participar da convenção que homologou a candidatura do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
O movimento faz parte da estratégia do partido para consolidar alianças estaduais e fortalecer a campanha presidencial em uma das regiões onde o presidente historicamente registra maior apoio eleitoral.
A oficialização da candidatura, no entanto, ocorre em meio à repercussão das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O filho mais velho do presidente é alvo de um inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suspeitas de tráfico de influência relacionadas ao processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis medicinal.
O episódio passou a ser explorado por adversários políticos durante a pré-campanha. Em resposta, integrantes do PT têm sustentado que a investigação não possui relação com a atuação do governo federal. O próprio presidente afirmou publicamente que não pretende interferir na atuação dos órgãos de investigação e que eventuais apurações envolvendo familiares devem seguir o curso normal da Justiça.
Com a convenção deste domingo, Lula inicia oficialmente a campanha à reeleição, enquanto o calendário eleitoral segue com a homologação das candidaturas dos demais partidos e federações. Após as convenções, as legendas terão até 15 de agosto para registrar os candidatos na Justiça Eleitoral, etapa necessária para que os pedidos sejam analisados e deferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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