O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final das convenções partidárias das eleições de 2026 com apoio consolidado em praticamente todo o país. Levantamento sobre as alianças estaduais mostra que o petista contará com palanques em 25 estados e no Distrito Federal, tendo Roraima como a única unidade da Federação onde ainda não há definição de um candidato aliado ao Governo do Estado.
O cenário em Roraima foi alterado após a desistência da pré-candidata do PT ao governo estadual, deixando o presidente, até o momento, sem representação na disputa majoritária local. Com isso, o estado tornou-se a única exceção na estratégia nacional de alianças construída pelo Palácio do Planalto para a campanha presidencial.
Mesmo sem um candidato ao governo em Roraima, Lula mantém a maior rede de palanques estaduais entre os presidenciáveis. Ao todo, são 26 apoios, considerando o Distrito Federal, onde conta com dois candidatos aliados.
A base de sustentação do presidente reúne principalmente candidaturas do PT, PSD e PSB. Entre os principais aliados estão Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro; Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; João Campos (PSB), em Pernambuco; e Fernando Haddad (PT), em São Paulo.
Na disputa pelos palanques estaduais, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL), que soma apoios em 20 estados. O candidato do PL ainda aguarda definições em estados como Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Tocantins. No Amazonas, seu principal aliado é a candidata Maria do Carmo (PL).
Outros presidenciáveis também buscam ampliar suas bases nos estados. Romeu Zema (Novo) reúne nove palanques, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) contam, cada um, com sete apoios estaduais.
Com as convenções partidárias em fase final, o desenho das alianças estaduais tende a influenciar diretamente a estrutura das campanhas presidenciais, especialmente em estados considerados estratégicos para a disputa nacional. Em Roraima, no entanto, a ausência de um candidato aliado ao presidente mantém o estado como uma situação atípica no mapa político de Lula para as eleições de 2026.


