O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que não deve substituir Michelle Bolsonaro no comando do PL Mulher. Segundo ele, não há nenhuma mulher dentro do partido “à altura” da ex-primeira-dama.
“Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido, aliás, são muito melhor do que os homens e nós não temos ninguém a altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada”, afirmou Valdemar em declaração dada a jornalistas depois de almoço promovido pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC), em parceria com as frentes parlamentares de Tecnologia e Atividades Nucleares (FPN), do Empreendedorismo (FPE) e em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI).
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Questionado se ele não poderia colocar as deputadas Bia Kicis ou Júlia Zanatta, ambas do PL, no lugar de Michelle, Valdemar respondeu:
“Nomes nós temos, mas você já imaginou? Se a gente colocar uma, você sabe uma mulher como é que é, né?”.
O presidente do PL disse ainda querer “extinguir” a presidência nacional do PL Mulher, deixando apenas as presidências estaduais, mas ponderou: “Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser”.
Saída do PL Mulher após atrito com Flávio Bolsonaro
Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher no dia 30 de junho, quando comunicou o dirigente do PL sobre a saída do posto que ocupava desde o início de 2023.
Segundo a ex-primeira-dama, a abdicância do cargo ocorre para ela se dedicar exclusivamente aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar — integralmente — aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, disse em comunicado.
A saída do comando do PL Mulher ocorre após um atrito público entre a ex-primeira-dama e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


