Carauari entra no mapa oficial da bioeconomia amazônica. Com mais de 2,8 mil toneladas de açaí produzidas em 2025, o município recebe agora respaldo legal para fortalecer uma das principais atividades produtivas da região do Juruá. Nesta segunda-feira, 22, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou o Projeto de Lei do Deputado Dr. George Lins (UB) que reconhece a produção de açaí em Carauari como atividade de relevante interesse social, econômico e ambiental para o Amazonas.
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Carauari produziu em 2025 um total de 57.140 sacas de açaí, sendo 5.940 sacas de açaí nativo, envolvendo 110 extrativistas, e 51.200 sacas de açaí cultivado, com 500 beneficiários e 500 hectares plantados, o que equivale a 2.857 toneladas.
“Carauari tem uma das maiores produções de açaí do Amazonas, mas as famílias da floresta ainda precisam de reconhecimento formal e de políticas públicas consistentes. Esta lei é um passo concreto para valorizarmos uma importante cadeia produtiva da região, que beneficia mais de 600 pessoas. Estamos falando de bioeconomia real, feita por mãos ribeirinhas”, destacou o deputado Dr. George Lins, autor da lei.
O projeto determina que a produção de açaí em Carauari seja tratada como atividade estratégica, com diretrizes que incluem o incentivo à produção sustentável, o apoio à agricultura familiar e às comunidades tradicionais, o estímulo à agroindustrialização, o fomento à pesquisa e à capacitação técnica, além de incentivo à abertura de novos mercados nacionais e internacionais.
A legislação também abre espaço para que o Poder Executivo adote medidas de apoio, como programas de assistência técnica e extensão rural, parcerias institucionais, acesso a linhas de crédito e apoio logístico à produção e escoamento do açaí.
Aprovada pela Aleam, o texto segue agora para sanção do Governador do Estado do Amazonas.
Foto: Leandro Castro


