O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), afirmou neste domingo, 5, que está aberto ao diálogo com o prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante). A declaração foi dada durante coletiva de imprensa após assumir o comando do Estado, em decorrência das renúncias do ex-governador Wilson Lima (UB) e do vice Tadeu de Souza (PP).
Cidade destacou que o momento é de transição administrativa e construção política, com foco na estabilidade institucional. Segundo ele, a prioridade é buscar apoio para garantir o funcionamento da máquina pública durante o período em que estiver à frente do Executivo estadual.
“Olha, é um momento de transição. É um momento da gente buscar o apoio necessário político para que a gente possa fazer um grande mandato interino. Para que a gente possa nesses dias, que a gente tá no governo do Estado do Amazonas, fazer tudo que tem ao nosso alcance e pensar na instabilidade institucional. Então, é o momento de união e construção. Eu não tenho problema nenhum de conversar com o prefeito da cidade de Manaus”, afirmou.
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O governador interino ressaltou ainda que o diálogo não está relacionado a disputas eleitorais, mas à gestão pública. De acordo com ele, o objetivo é garantir a continuidade das ações do governo e manter os serviços essenciais à população.
“A gente não está falando de eleições, de vê um adversário, mas de administrar o governo do Estado do Amazonas, de fazer uma grande gestão, levando o legado do governador Wilson Lima, que ele deixou. E nós vamos também continuar trabalhando da forma que a gente entender”, disse.
Cidade também reforçou seu perfil conciliador e afirmou que pretende manter diálogo com diferentes lideranças políticas.
“Quem me conhece, sabe. Sou uma pessoa de diálogo, de respeito por cada posição. Respeito vereador, deputados, deputados federais, senador, tenho um carinho enorme pelo governador Omar Aziz. E digo, é momento da gente entender o processo e fazer as coisas acontecerem. Vamos ter tranquilidade, me deixem trabalhar, fazer o que for possível, porque aqui é um caboco amazonense que ama esse Estado e faz a política do bem”, concluiu.


