A criação da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, entra em uma semana decisiva em Brasília. O pedido de registro da aliança será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral na próxima quinta-feira (26), em julgamento relatado pela ministra Estela Aranha.
A expectativa das cúpulas partidárias é de que a federação seja homologada pela Corte Eleitoral, apesar de resistências internas em setores minoritários do União Brasil. Para ter validade já nas eleições de 2026, a aliança precisa ser aprovada até o dia 4 de abril.
Caso seja confirmada, a União Progressista deve se consolidar como a maior força partidária do país. A projeção das legendas aponta para uma bancada de 103 deputados federais — a maior da Câmara — além de 12 senadores, o que representaria a terceira maior força no Senado. No âmbito municipal, a federação reuniria cerca de 1,3 mil prefeitos, superando outras siglas em capilaridade política.
Outro fator relevante é o potencial financeiro da união. Juntas, as siglas estimam acesso a aproximadamente R$ 900 milhões do fundo eleitoral, o que pode ampliar significativamente a capacidade de financiamento de campanhas nos próximos pleitos.
Na semana passada, o Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente à criação da federação. Em parecer encaminhado ao TSE, o vice-procurador Alexandre Espinosa avaliou que os partidos cumpriram os requisitos formais exigidos pela legislação. Ele, no entanto, apontou a necessidade de ajustes no estatuto da federação.
A decisão do TSE deve definir não apenas o futuro da aliança, mas também influenciar o equilíbrio de forças no cenário político nacional rumo às eleições de 2026.


