Governo Federal registra R$ 4,9 bilhões em despesas com Fundo Eleitoral em agosto

Despesa foi registrada no mês em que começaram a campanha e os repasses às legendas, enquanto os gastos não obrigatórios caíram R$ 5,6 bi

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O Governo Federal registrou R$ 4,9 bilhões em despesas relacionadas ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, em agosto. O desembolso contribuiu para o resultado negativo das contas públicas no mês, que terminou com déficit primário de R$ 13,6 bilhões. No acumulado entre janeiro e agosto, o déficit chegou a R$ 94,9 bilhões.

O pagamento ocorreu no mesmo mês em que teve início oficialmente a campanha eleitoral de 2026. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet foi liberada a partir de 16 de agosto, conforme o calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fundo Eleitoral

O TSE havia divulgado, em 3 de junho, a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral para as eleições deste ano. Ao todo, o fundo reúne aproximadamente R$ 4,96 bilhões destinados ao financiamento das campanhas eleitorais de 2026.

Os recursos ficam disponíveis aos partidos após a aprovação dos critérios internos utilizados pelas legendas para definir a distribuição dos valores entre candidatos e campanhas.

O Fundo Eleitoral não deve ser confundido com o Fundo Partidário. O FEFC é destinado especificamente ao financiamento das campanhas eleitorais, enquanto o Fundo Partidário possui caráter permanente e é utilizado para custear atividades regulares dos partidos. Dentro das regras eleitorais, os recursos do Fundo Partidário também podem ser empregados em campanhas.

Despesas públicas

Além dos recursos destinados às campanhas, outras despesas contribuíram para o aumento dos gastos do Governo Federal em agosto. As despesas totais chegaram a R$ 201,5 bilhões, uma alta real de 1,9% em relação ao mesmo mês de 2025.

Ao mesmo tempo, os gastos discricionários, que são aqueles sobre os quais o governo possui maior margem de decisão durante a execução do Orçamento, tiveram redução de R$ 5,6 bilhões, equivalente a uma queda de 28,1% na comparação anual.

A maior redução foi registrada na Saúde, com R$ 2,9 bilhões a menos em pagamentos discricionários. Na Educação, a queda chegou a R$ 848,9 milhões, enquanto outras áreas somaram redução de R$ 895,9 milhões.

Por outro lado, algumas despesas apresentaram aumento. Os benefícios previdenciários tiveram crescimento de R$ 2,7 bilhões acima da inflação em relação a agosto de 2025. Já os gastos com abono salarial e seguro-desemprego aumentaram R$ 2,4 bilhões na mesma comparação.

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