Lula atribui avanço das igrejas evangélicas a maior espaço para mulheres e critica regras católicas

Durante o encontro, Lula criticou regras da Igreja Católica

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (16), que o crescimento das igrejas evangélicas no Brasil está relacionado, entre outros fatores, à maior participação das mulheres em posições de liderança. A declaração ocorreu durante encontro com lideranças protestantes brasileiras e norte-americanas no Palácio do Planalto.

Durante o encontro, Lula criticou regras da Igreja Católica, especialmente o celibato e a restrição à ordenação de mulheres como padres e bispos. Segundo o presidente, essas diferenças contribuem para que as igrejas evangélicas tenham ampliado sua presença no país.

“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, possam ser bispos, as mulheres poderem falar, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades”, afirmou Lula.

Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em 2025, mostram que 56,7% dos brasileiros com 10 anos ou mais se declararam católicos, o equivalente a 100,2 milhões de pessoas. O percentual é o menor registrado desde o primeiro levantamento sobre religião no país.

No mesmo período, a parcela da população que se declarou evangélica chegou a 26,9%, ante 21,6% em 2010. Os dados mostram uma mudança no perfil religioso brasileiro, mas não estabelecem uma relação de causa entre as regras das diferentes igrejas e a variação no número de fiéis.

Lula também defendeu que mulheres e outros grupos ocupem mais espaços nas instituições religiosas. “A gente precisa dizer para as mulheres que vocês precisam ocupar esses espaços”, afirmou durante o encontro.

(*)Com informações da Revista Oeste

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