Superintendente no AM e caso Marielle: saiba quem é chefe de Inteligência afastado por Mendonça

Decisão afastou cúpula da PF

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O nome do chefe de Inteligência da Polícia Federal (PF), Leandro Almada da Costa, ganhou grande repercussão nesta terça-feira (8) após ele ser afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão afastou também o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por supostas irregularidades em relatórios que “espionou” o próprio ministro André Mendonça.

Entre as atuações de Almada na área da segurança pública, uma delas tem ligação direta com o Amazonas: ele comandou a Superintendência da Polícia Federal no estado em 2021 e, em 2023, recebeu o título de Cidadão do Amazonas pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Outro episódio de destaque em sua trajetória envolve as investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.

Antes da federalização do caso, Almada atuou na apuração que concluiu ter havido obstrução das investigações e apontou a existência de uma organização criminosa que agia para dificultar o esclarecimento dos crimes.

Anos depois, como superintendente da PF no Rio de Janeiro, entre 2023 e 2024, Almada participou, com sua equipe, das negociações que resultaram nas delações premiadas de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, condenados como executores dos assassinatos. As colaborações contribuíram para o avanço das investigações sobre os supostos mandantes.

Em março de 2024, a Polícia Federal prendeu os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e o então chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, apontados pela investigação como envolvidos no crime.

Antes disso, a trajetória de Almada na segurança pública começou no Exército, onde foi oficial temporário da Arma de Infantaria entre 1990 e 1994. Posteriormente, atuou por dez anos como delegado da Polícia Civil de Minas Gerais.

Na Polícia Federal, passou por áreas ligadas ao combate ao crime organizado e também exerceu a função de corregedor-geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas.

Em 2020, Almada ocupou, por cerca de dois meses, entre julho e setembro, a Diretoria de Operações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Naquele período, a pasta era comandada pelo próprio André Mendonça, então ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro.

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