As mulheres representam 34,82% das candidaturas registradas para as eleições de 2026 no país, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados na manhã desta segunda-feira (17). Até o levantamento, 7.140 mulheres apareciam entre os registros processados pela Justiça Eleitoral.
A participação masculina permanece majoritária. Os dados indicam que os homens correspondem a 65,18% das candidaturas contabilizadas, evidenciando que, apesar das regras destinadas a ampliar a presença feminina nas eleições, as mulheres continuam sendo minoria entre aqueles que buscam cargos eletivos neste ano.
Os números ainda podem sofrer alterações. Embora o prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os pedidos de registro tenha terminado às 19h de sábado (15), a Justiça Eleitoral continua processando as informações encaminhadas.
Maioria das mulheres disputa vagas no Legislativo
A presença feminina está concentrada principalmente nas eleições proporcionais. Segundo os dados apresentados pelo TSE, 7.017 mulheres concorrem aos cargos legislativos estaduais, distritais e federais, considerando também as suplências contabilizadas no levantamento.
Esse grupo representa 98,3% das candidaturas femininas registradas entre os cargos considerados nos dados divulgados.
Nas disputas pelo Executivo, a participação é significativamente menor. Até a atualização, havia 32 mulheres candidatas aos governos estaduais e oito concorrendo como vice-governadoras.
Na corrida pela Presidência da República, duas mulheres aparecem como candidatas ao Palácio do Planalto, enquanto outras cinco disputam a Vice-Presidência.
Entre as legendas, o PL aparece com o maior número absoluto de candidaturas femininas, somando 537 registros.
Perfil racial também apresenta diferenças
Os dados mostram ainda diferenças no perfil racial das candidaturas de homens e mulheres.
Entre as candidatas, 52,27% se declararam pretas ou pardas, enquanto 45,97% se identificaram como brancas. Entre os homens, por outro lado, os candidatos brancos representam 50,13% dos registros masculinos.
O levantamento oferece um retrato inicial da composição das candidaturas apresentadas para a disputa de outubro, enquanto a Justiça Eleitoral avança no processamento e julgamento dos pedidos de registro.
Cota de gênero
A legislação eleitoral determina que, nas eleições proporcionais, cada partido ou federação deve respeitar os percentuais mínimo de 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada gênero.
Além da regra relacionada às candidaturas, a Constituição estabelece critérios para a distribuição de recursos eleitorais e do tempo de propaganda gratuita, garantindo percentual mínimo destinado às candidaturas femininas.
O descumprimento das regras pode provocar consequências para partidos e candidatos. Em casos nos quais a Justiça Eleitoral reconheça fraude à cota de gênero, podem ocorrer medidas como a cassação dos diplomas vinculados à chapa proporcional, anulação dos votos e inelegibilidade daqueles que tenham participado diretamente da irregularidade.
Com o início oficial da campanha eleitoral no domingo (16), as candidaturas femininas agora entram na fase de busca pelo voto. O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro.
*Com informações da CNN
Leia mais; Campanha eleitoral começa com mobilizações dos candidatos ao Governo do Amazonas


