Cotada para o STF, Simone Tebet também aparece em negociações por vaga no TCU

Ex-ministra é mencionada em diferentes possibilidades de composição do governo Lula, enquanto Rodrigo Pacheco aparece entre os nomes para o Supremo

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A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) passou a figurar em duas frentes de articulação política envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a disputa por uma eventual vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Neste sábado (31), a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, informou que apoiadores de Tebet já apresentaram seu nome ao presidente para uma possível indicação ao Supremo. Segundo aliados de Lula ouvidos pela publicação, o chefe do Executivo pretende escolher ao menos uma mulher para uma das vagas que serão abertas na Corte até 2029.

A possibilidade surge em meio às negociações em torno do nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do TCU, que também é considerado para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

De acordo com reportagem publicada pela CNN Brasil em 20 de outubro, o Palácio do Planalto avalia a indicação de Pacheco ao Supremo e considera Tebet como uma possível substituta no Tribunal de Contas.

A articulação envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defende o nome de Pacheco para o STF. A eventual transferência abriria uma vaga no TCU, provocando uma nova rodada de negociações entre governo e parlamentares.

Disputa por espaço no TCU

Reportagem publicada na sexta-feira (30) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, apontou que Simone Tebet, Renan Calheiros (MDB) e Gleisi Hoffmann (PT) estão entre os nomes cotados para uma eventual vaga no Tribunal de Contas.

O espaço, porém, depende da saída de Rodrigo Pacheco, cuja indicação ao Supremo ainda não foi formalizada.

As conversas ocorrem em um cenário de reorganização política após as eleições de 2026, nas quais Tebet não conseguiu conquistar uma cadeira no Senado por São Paulo.

A ex-ministra também é mencionada nas discussões sobre a formação do próximo governo Lula, incluindo a possibilidade de assumir outra pasta ministerial, como a de Relações Exteriores.

Decisão depende de Lula e do Senado

A definição do próximo ministro do Supremo ocorre após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado, em abril deste ano. A derrota ampliou as discussões sobre a necessidade de articulação política para garantir a aprovação de um novo nome.

Enquanto Pacheco conta com o apoio de Alcolumbre e de integrantes do Judiciário, Tebet passou a integrar a lista de mulheres lembradas para futuras indicações, ao lado da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira.

Até o momento, não há decisão oficial sobre o destino político de Tebet nem confirmação de que ela será indicada para qualquer um dos tribunais. As possibilidades permanecem no campo das articulações entre o Palácio do Planalto e lideranças políticas.

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