A três dias da eleição, Flávio Bolsonaro investe R$ 3,6 milhões em publicidade na Meta

Campanha do candidato do PL realizou oito pagamentos à empresa responsável pelo Facebook e Instagram; Lula não registra novos repasses à plataforma no segundo turno

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A campanha do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), destinou R$ 3,6 milhões à Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, para impulsionar publicações nas redes sociais durante a reta final do segundo turno das eleições de 2026. O investimento ocorre a poucos dias da votação, marcada para domingo (25).

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (22) pela coluna do jornalista Ramiro Brites, do portal Metrópoles, com base em registros de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o levantamento, os pagamentos foram realizados na terça-feira (20), por meio de oito transferências à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. Desse total, sete repasses foram de R$ 500 mil cada, enquanto o último foi de R$ 100 mil, somando R$ 3,6 milhões.

Em contrapartida, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não apresentava pagamentos à Meta referentes ao segundo turno nos registros analisados pelo Metrópoles. A ausência de novos lançamentos, entretanto, não significa necessariamente que não existam despesas ainda pendentes de declaração.

Disputa por visibilidade nas redes sociais

O investimento reforça a estratégia digital adotada pela candidatura de Flávio Bolsonaro ao longo da disputa presidencial. Segundo levantamento publicado pelo SBT News na quarta-feira (21), a campanha do senador já havia declarado R$ 9,2 milhões em despesas com impulsionamento de conteúdo, dos quais R$ 7,45 milhões foram destinados à empresa responsável pelo Facebook.

No mesmo levantamento, a campanha de Lula registrava R$ 2,59 milhões em pagamentos à plataforma. Os números consideram períodos de prestação de contas anteriores à divulgação dos novos repasses identificados pelo Metrópoles.

A diferença nos investimentos ocorre em meio a questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos da Meta durante a eleição. A campanha petista acusa a empresa de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro e prejudicar a distribuição de conteúdos favoráveis ao presidente.

Em comunicado publicado no dia 16 de outubro, a Meta negou qualquer interferência política no processo eleitoral. A empresa reconheceu problemas técnicos que afetaram contas de anúncios, incluindo a de Lula, mas afirmou que as falhas não tiveram motivação partidária e que suas regras são aplicadas igualmente às diferentes candidaturas.

Pelas regras da Justiça Eleitoral, o impulsionamento pago de publicações é permitido desde que seja devidamente identificado e utilizado para promover candidaturas, partidos ou federações. A legislação proíbe o uso desse mecanismo para propaganda eleitoral negativa contra adversários.

Com a votação marcada para 25 de outubro, a publicidade nas plataformas digitais permanece entre as estratégias utilizadas pelas campanhas para ampliar o alcance de suas mensagens e conquistar eleitores na reta final da disputa presidencial.

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