Vestido com uma camisa com a frase “10% Zona Franca de Manaus, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta sexta-feira (11), durante agenda de campanha em Manaus, a pavimentação de estradas já existentes no Amazonas e a ampliação das atividades econômicas da Zona Franca de Manaus. O senador também propôs a atração de novos setores para o Polo Industrial, como data centers voltados à inteligência artificial, além da exploração de gás e potássio.
A posição apresentada por Flávio em Manaus, no entanto, contrasta com declarações e posicionamentos anteriores do senador sobre questões tributárias que afetam diretamente a Zona Franca. Em junho, durante a pré-campanha, Flávio afirmou que pretende suspender por pelo menos um ano a entrada em vigor da reforma tributária para propor mudanças no texto.
Ele classificou a reforma aprovada pelo Congresso como uma medida que aumentaria a carga tributária e defendeu uma revisão do sistema.
Flávio também já defendeu mudanças no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em 2022, apoiou a redução do tributo durante o governo de Jair Bolsonaro, medida que gerou preocupação no Amazonas por poder reduzir a vantagem competitiva das empresas instaladas na Zona Franca. Em 2023, durante as discussões da reforma tributária no Senado, o parlamentar questionou mecanismos relacionados à manutenção dos incentivos fiscais do modelo.
Naquele ano, durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Flávio afirmou que o sistema de incentivos da Zona Franca poderia provocar desemprego em outros estados. Agora, em campanha no Amazonas, o candidato afirma que pretende ampliar as atividades do modelo e atrair novos investimentos para a região.
As propostas apresentadas nesta sexta-feira colocam novamente em debate a relação entre Flávio Bolsonaro e a Zona Franca de Manaus, especialmente diante de seus posicionamentos anteriores sobre impostos e incentivos fiscais.


