Alerta sem pânico: novos tremores podem ocorrer após grandes terremotos, mas órgãos oficiais afirmam que não é possível prever data, hora ou local exato de um novo abalo.
No Caribe e no Pacífico, países seguem monitorando riscos de réplicas e tsunamis.
A sequência de terremotos registrada nos últimos dias colocou países da América Latina, Caribe e Ásia em estado de atenção. Venezuela, Filipinas, República Dominicana e Paquistão aparecem entre os países que tiveram abalos recentes monitorados por centros internacionais. O caso mais grave segue sendo o da Venezuela, atingida por fortes terremotos e novas réplicas.
Apesar do medo provocado pela sucessão de tremores, órgãos oficiais de monitoramento sísmico reforçam que não existe previsão exata de terremotos. Ou seja, cientistas ainda não conseguem dizer com precisão quando, onde e com qual magnitude um novo terremoto vai ocorrer.
O que existe, segundo centros como o Serviço Geológico dos Estados Unidos, é o acompanhamento de áreas de risco, análise de falhas geológicas, registro de réplicas e emissão de alertas quando há possibilidade de impacto imediato, como no caso de tsunamis.
Não há alerta ativo de tsunami no momento
Até a última atualização dos centros oficiais de alerta de tsunami, não havia aviso, observação, ameaça ou alerta ativo de tsunami relacionado aos tremores recentes. Isso significa que, no momento, não há ordem internacional ampla de evacuação costeira por tsunami.
Após os fortes terremotos próximos à costa da Venezuela, houve emissão de aviso de tsunami para áreas do Caribe, incluindo Porto Rico e Ilhas Virgens, mas o alerta foi posteriormente cancelado após avaliação técnica dos centros de monitoramento.
A orientação, no entanto, é que moradores de áreas costeiras continuem acompanhando apenas boletins oficiais, porque alertas de tsunami podem mudar rapidamente quando há novos abalos fortes no mar ou próximos ao litoral.
Venezuela concentra maior risco de novas réplicas
A Venezuela segue como principal área de atenção. Depois dos terremotos de grande magnitude que atingiram o país, novos abalos menores foram sentidos, inclusive em cidades como Caracas e Maracay.
Especialistas tratam esses novos tremores como réplicas, que são comuns após terremotos fortes. As réplicas podem ocorrer por horas, dias, semanas ou até meses, dependendo da energia liberada e do comportamento da falha geológica.
As áreas que exigem maior atenção na Venezuela são:
* La Guaira;
* Caracas;
* Maracay;
* Morón;
* Yaracuy;
* Falcón;
* regiões costeiras do norte venezuelano.
A recomendação para a população é evitar prédios danificados, não retornar a estruturas com rachaduras, observar risco de desabamento e seguir as orientações da Defesa Civil local.
Países e regiões que podem ser afetados por novos tremores ou alertas
O levantamento não indica que esses países serão atingidos, mas aponta regiões que, por localização geológica ou proximidade com áreas sísmicas, devem manter monitoramento.
Venezuela
A Venezuela é o país em maior atenção por causa da sequência de terremotos e réplicas. O risco principal é de novos tremores secundários e desabamento de estruturas já fragilizadas.
Colômbia
Regiões próximas à fronteira com a Venezuela e áreas do Caribe colombiano podem sentir abalos dependendo da magnitude e da profundidade de novas réplicas.
Trinidad e Tobago
Por estar no Caribe e relativamente próxima ao norte da Venezuela, Trinidad e Tobago deve acompanhar boletins em caso de novos tremores costeiros ou submarinos.
Aruba, Curaçao e Bonaire
As ilhas próximas à costa venezuelana devem manter atenção a eventuais boletins de tsunami ou tremores sentidos na região.
República Dominicana e Haiti
A ilha Hispaniola está em uma região historicamente sísmica do Caribe. Mesmo sem alerta ativo de tsunami, os países seguem em área de monitoramento regional.
Porto Rico e Ilhas Virgens
Após o terremoto na Venezuela, essas áreas chegaram a entrar em aviso de tsunami, posteriormente cancelado. Por isso, seguem entre as regiões que precisam acompanhar comunicados oficiais em caso de novos abalos fortes no Caribe.
Filipinas
As Filipinas estão no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das áreas mais sísmicas do planeta. O país registrou terremoto recente e segue em monitoramento para réplicas e risco costeiro.
Indonésia, Japão e ilhas do Pacífico
Esses países e territórios não estão necessariamente ligados ao terremoto da Venezuela, mas fazem parte de áreas de alta atividade tectônica. Novos terremotos no Pacífico podem gerar alertas regionais de tsunami.
Paquistão
O Paquistão registrou tremor recente, mas o risco principal é de novos abalos em áreas continentais. Não há indicação de tsunami relacionado ao evento paquistanês, já que o impacto depende da localização, profundidade e relação do tremor com áreas marítimas.
Por que terremotos não podem ser previstos com exatidão?
Terremotos acontecem quando há liberação repentina de energia acumulada nas placas tectônicas ou falhas geológicas. Embora cientistas saibam quais regiões têm maior risco, ainda não é possível prever exatamente o dia, horário, local e magnitude de um novo abalo.
Por isso, os órgãos oficiais trabalham com:
* monitoramento em tempo real;
* mapas de risco;
* histórico de falhas geológicas;
* análise de réplicas;
* emissão de alertas após grandes tremores;
* orientação preventiva à população.
Quando há risco de tsunami?
O tsunami pode ocorrer quando um terremoto forte acontece no fundo do mar ou próximo à costa e desloca uma grande quantidade de água. Nem todo terremoto gera tsunami.
O risco é maior quando o tremor:
* ocorre no oceano ou próximo ao litoral;
* tem grande magnitude;
* apresenta baixa profundidade;
* provoca deslocamento vertical do fundo do mar;
* é confirmado por sensores oceânicos e marégrafos.
Por isso, mesmo terremotos fortes podem não gerar tsunami. A confirmação depende da análise dos centros oficiais.
Orientação para a população em áreas de risco
Em caso de novo tremor, a orientação é:
* manter a calma;
* afastar-se de janelas, postes, muros, fachadas e fios elétricos;
* proteger a cabeça;
* não usar elevadores;
* sair de prédios danificados apenas após o tremor parar;
* evitar áreas costeiras se houver alerta de tsunami;
* não voltar para imóveis com rachaduras ou risco de desabamento;
* acompanhar apenas Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, centros sismológicos e autoridades oficiais.
Alerta principal
A situação segue em monitoramento. Não há previsão exata de novos terremotos, mas países atingidos por fortes abalos devem se preparar para réplicas. No Caribe, o risco de tsunami depende de novos eventos fortes no mar ou próximos à costa. Até agora, os centros oficiais não indicam alerta ativo de tsunami, mas recomendam atenção permanente às atualizações.


