26.3 C
Manaus
quinta-feira, fevereiro 29, 2024

Novos Desdobramentos: General Heleno é intimado a prestar depoimento sobre ‘Abin Paralela’

O depoimento já tem data marcada para a próxima terça-feira (6) nas instalações da Polícia Federal em Brasília (DF). O ex-ministro não se manifestou sobre a convocação a intimação recebida nesta terça

Por

A Polícia Federal mirou mais um alvo no desdobramento da ‘Operação Vigilância Aproximada’ que investiga a ‘Abin Paralela”. O general Augusto Heleno, que atuou como Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo de Jair Bolsonaro, recebeu uma intimação da Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos relacionados em relação do monitoramento ilegítimo praticado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O depoimento já tem data marcada para a próxima terça-feira (6) nas instalações da Polícia Federal em Brasília (DF). O ex-ministro não se manifestou sobre a intimação recebida nesta terça e como deve agir diante do depoimento.

Na gestão do ex-presidente Bolsonaro (PL), A Abin funcionava sob a supervisão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Durante esse período, a direção do órgão de inteligência estava nas mãos do atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi alvo de uma busca e apreensão na última quinta-feira (25).

Em março de 2020, durante uma entrevista no programa Roda Viva da TV Cultura, o ex-ministro e advogado Gustavo Bebianno compartilhou informações de que Augusto Heleno foi convidado para participar de um esquema de espionagem, mas demonstrou interesse com a proposta.

Bebianno compartilhou ainda detalhes adicionais ao afirmar que, em colaboração com o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro, recomendou veementemente que o presidente rejeitasse a sugestão apresentada por Carlos.

“O general Heleno foi chamado, ficou preocupado com aquilo, mas o general Heleno não é de confrontos, e o assunto acabou ali, com o general Santos Cruz e comigo”, afirmou Bebianno. “É muito pior que o gabinete do ódio, aquilo também seria motivo para impeachment”, acrescentou.

O começo da investigação

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Vigilância Aproximada para investigar organização criminosa que se instalou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os investigados, segundo a corporação, monitoravam ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem autorização judicialEm nota, a PF informou que cumpre 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem a suspensão imediata do exercício das funções públicas de sete policiais federais. Ao todo, 18 diligências de busca e apreensão estão sendo cumpridas em Brasília, uma em Juiz de Fora (MG), uma em São João Del Rei (MG) e uma no Rio de Janeiro.

Leia mais:Abin paralela’: Lula nega perseguição contra família Bolsonaro, investigada pela PF

Fique ligado em nossas redes

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -