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sábado, maio 25, 2024

PF conclui que deputado, autor do pedido de CPMI, incitou atos antidemocráticos

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A Polícia Federal (PF), concluiu que o deputado André Fernandes (PL-CE), autor do requerimento da CPI do 8 de janeiro, incitou os ataques golpistas promovidos em Brasília por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

A imputação consta de relatório enviado pela PF ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta quarta-feira (24), Moraes pediu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre a acusação em um prazo de 15 dias.

No relatório, a polícia indicou postagens do parlamentar das redes sociais cujo conteúdo foi considerado criminoso. Na antevéspera do 8 de janeiro, Fernandes afirmou que ocorreria o “primeiro ato contra o governo Lula”.

“Estaremos lá!”, reproduziu a PF no relatório da investigação enviado a Moraes. Procurado pela Folha, o parlamentar não foi localizado.

O Congresso instalou a comissão, nesta quinta (25), formada por deputados federais e senadores, e elegeu o deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA) como presidente e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) como relatora.

Em maioria na CPI, os aliados do presidente Lula (PT) pretendem barrar a propagação de falsas teses sobre os atos golpistas. Ou seja, que a comissão transforme em vítimas os bolsonaristas responsáveis pelos atos.

Na data da depredação às sedes dos três Poderes, segundo os agentes federais, o deputado do PL do Ceará publicou “a imagem da porta de um armário vandalizado, naquele mesmo dia, do Supremo Tribunal Federal, contendo a inscrição do nome do ministro Alexandre de Moraes, na qual inseriu a seguinte legenda: ‘Quem rir, vai preso’.

Para os policiais, “depreende-se que ele [Fernandes] coadunou com a depredação do patrimônio público praticada pela turba que se encontrava na Praça dos Três Poderes e conferiu ainda mais publicidade a ela (tendo em vista o alcance das suas redes sociais) restando, portanto, demonstrada sua real intenção com aquela primeira postagem, que era a de incitar a prática delituosa acima”.

“Frise-se também que o compartilhamento, pelo próprio investigado, das referidas imagens de destruição do patrimônio público contraria a sua fala, no dia 08/01/2023, ainda durante os ataques, publicada na sua conta do Twitter, de que não compactuava com a depredação de patrimônio público”, afirmou a PF.

Fernandes negou apoiar a invasão e depredação aos prédios públicos, incluindo em publicação nas redes sociais.

Leia mais: Combustível e óleos lubrificantes vão custar mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos de Juruá

Por informações da Folha de SP

Foto: Divulgação

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