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domingo, junho 16, 2024

PF realiza operação na casa do ex-chefe de gabinete sobre caso das joias de Bolsonaro

A ação se refere ao caso das joias supostamente endereçadas ao ex-presidente

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A Polícia Federal (PF), realizou na manhã desta sexta-feira (12/5), no Rio de Janeiro, uma operação de busca e apreensão na casa do militar Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro.

A ação se refere ao caso das joias supostamente endereçadas ao ex-presidente.

Com a operação, a PF mira em mais um militar das Forças Armadas do Brasil. Marcelo é capitão de corveta da reserva da Marinha. Ele começou a trabalhar no Gabinete de Documentação Histórica da Presidência em 2017, ainda durante o governo Michel Temer.

As buscas da PF foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). A intenção era apreender o celular de Vieira, que deveria ter sido entregue à corporação, no mês passado, depois que ele prestou depoimento.

Receita avaliou inicialmente as joias sauditas de Bolsonaro em R$ 5,6 milhões

O conjunto de joias da Arábia Saudita que supostamente o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o Brasil em outubro de 2021, sem declarar aos órgãos oficiais, foi avaliado oficialmente pela Receita Federal em cerca de R$ 5,6 milhões no ato da apreensão no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O valor corresponde a cerca de um terço da estimativa de 3 milhões de euros ou R$ 16,5 milhões, divulgada pelo jornal “O Estado de São Paulo” ao revelar o caso em 2023.

Essa estimativa de 3 milhões de euros foi feita pelos auditores da Receita em um segundo momento, quando cogitou-se levar os itens apreendidos a leilão, trâmite usual quando encomendas são apreendidas na alfândega e não reivindicadas.

Segundo os autos do processo acessados pelo g1, o valor três vezes maior é citado em um ofício emitido pela Receita Federal ao ex-ministro Bento Albuquerque, em 14 de março de 2023, que o questionava sobre a entrada de um segundo pacote de joias no país.

Já a avaliação inicial da Receita Federal consta no Termo de Retenção de Bens emitido pela alfândega em Guarulhos. O documento foi revelado nesta sexta pela “Folha de S. Paulo”, a TV Globo também teve acesso ao termo.

Segundo o documento, emitido e assinado em 26 de outubro de 2021:

A Polícia Federal é autorizada a realizar a perícia dos pacotes de joias que foram trazidos da Arábia Saudita por Bolsonaro e auxiliares. Em um dos pacotes analisados, foram encontradas joias femininas, supostamente destinadas à ex-primeira-dama Michelle. Na perícia, a PF também determina uma estimativa precisa do valor dos bens.

Como divulgou o blog da Andréia Sadi, os técnicos da PF devem elaborar um laudo com a descrição dos bens valiosos, verificação de autenticidade e análise da qualidade do ouro e das pedras valiosas. A análise é considerada complexa pelos especialistas.

Termo de retenção

No termo de retenção elaborado na alfândega, a Receita também anota as circunstâncias em que o material foi trazido ao Brasil e apreendido.

A bagagem retida é atribuída a Marcos André dos Santos Soeiro, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

“Passageiro integrava a comitiva do Ministro de Estado de Minas e Energia com destino a Riade, Reino da Arábia Saudita, conforme despacho do Presidente da República […]”, descreve.

Leia mais: Brasil assina hoje (12/5), acordo com países do Mercosul para combater discursos de ódio

Por informações do G1

Foto: Divulgação

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