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sábado, maio 25, 2024

Pesquisa presidencial: Apoiadores de Lula e Bolsonaro defendem pontos de vista e cientista político avalia que momento é de prudência

Após o resultado de pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto de Consultoria em Ensino e Pesquisas do Amazonas (ICEPAM), na última sexta-feira, 3/6, apoiadores de Lula e Bolsonaro acreditam que seus pré-candidatos têm chances de se elegerem à Presidência da República, porém, cientista político fala em prudência nesse momento de polarização em que nada está definido e ainda há “muito chão” a ser percorrido até o dia 2 de outubro

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Após divulgação de pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto de Consultoria em Ensino e Pesquisas do Amazonas (ICEPAM), na última sexta-feira, 3/6, para o cargo de presidente da República, quatro nomes se sobressaíram na pesquisa estimulada, quando se é falado o nome dos pré-candidatos, entre eles, o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 48,4%; do atual presidente, Jair Messias Bolsonaro (PL), com 30,5%; de Ciro Gomes (PDT), com 4,3%, e o da senadora Simone Tebet (MDB), com 2,3% das intenções de voto.

Embora os quatro nomes sejam citados, existe uma polarização em torno de Bolsonaro e Lula, não só no Amazonas, mas em todo o Brasil, como se fosse uma história de “amor e ódio” entre os eleitores dos dois lados, haja vista que quem é eleitor de Bolsonaro, não cogita sob nenhuma hipótese, votar em outro candidato, acreditando que o atual presidente mudou o Brasil para melhor. Assim como o eleitor de Lula, que também não votará em Bolsonaro e vê em Lula a possibilidade de mudança, em fazer com que o país cresça novamente, pois afirmam que o atual presidente “acabou” com o legado deixado pelo ex-presidente petista.

A pesquisa, realizada entre os dias 26 de maio e 1º de junho, mostrou que em Manaus e em sete município do Amazonas, sendo Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Coari, Tefé, Iranduba e Rio Preto da Eva, Lula lidera nas intenções de voto, obtendo 48,4%, contra 30,5% de Bolsonaro, o que divergiu opinião de apoiadores dos dois pré-candidatos em Manaus.

Bolsonaro tem popularidade – Um destes apoiadores, que acredita que o resultado das urnas em outubro será bem diferente do que vem sendo mostrados nas pesquisas eleitorais já divulgadas, é o advogado Paulo Maffioletti, que disse ao Portal O Convergente que Lula tem pouca popularidade e não sai às ruas, contrário a Bolsonaro que arrasta multidões por onde tem passado.

“A pesquisa realizada no Amazonas, onde aponta Lula à frente do presidente Bolsonaro, não será uma realidade nas urnas. A pesquisa com seu percentual quando confrontada com a realidade das ruas é desmontada, por onde Bolsonaro passa, seja em Manaus ou em outros Estados, arrasta uma multidão de brasileiros, enquanto Lula, além de não sair na rua para testar sua “popularidade”, nem sequer é recebido por sua própria militância”, disse o advogado, que acredita que o presidente Bolsonaro será reeleito.

Lula eleito em 1º turno – Contrária a fala do advogado Paulo Maffioletti está a ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que está como pré-candidata a deputada federal pelo Amazonas nas eleições deste ano. Ela falou ao O Convergente que não tem dúvida que os números estão corretos e que o ex-presidente Lula será eleito ainda no primeiro turno.

Embora haja uma polarização em torno do nome de Lula e Bolsonaro, ainda sendo uma pré-campanha, Vanessa acredita que até outubro ela seja ainda muito maior que agora. “A tendência é ampliar a polarização e Lula vencer no 1º turno”, disse ela ao O Convergente.

Vanessa ainda ressaltou que com o passar do tempo até o dia das Eleições, marcado para dia 2 de outubro deste ano, as propostas ficarão mais evidente e isso vai fazer a diferença entre o eleitorado.

“Creio que as propostas políticas ficarão mais evidentes, mais claras, o que levará a população a votar pelo que cada um defende. Lula vai mostrar o que fez enquanto Bolsonaro, só feitos ruins”, pontuou Grazziotin.

Prudência – O cientista político e articulista do Portal O Convergente, o advogado e professor universitário Helso Ribeiro, disse que o momento, mesmo que polarizado, é de prudência, pois ainda tem “muito chão”, entre até a realização do pleito.

“Eu entendo que uma pesquisa reflete uma opinião momentânea, tanto que ela tem um prazo de tanto a tanto. O que observamos não só por essa pesquisa [Icepam] mas por outras também, é que vem se consolidando esse posicionamento de o ex-presidente Lula, com 45% até 48%, às vezes um pouco mais, e o atual presidente Bolsonaro bem mais atrás, com 32, 30% e 28%, eu entendo que até as convenções, que serão de 20 de julho a 5 de agosto, ainda tem muito chão aí”, destacou Ribeiro.

Jogo indefinido – Helso também disse que ainda tem muito tempo entre as convenções e, por conta disso, mudanças também podem ocorrer até o dia do pleito, porque ainda não se sabe quem será o vice de Bolsonaro, Lula poderá crescer ainda mais, ou mesmo surgir um novo nome para “embaralhar o jogo”.

“Ninguém sabe, por exemplo, quem é o vice do presidente Bolsonaro, mas já se sabe que o Alckmin (PSB) será o vice do ex-presidente Lula. Então, pode ser que haja alguma alteração, pode ser que um outro candidato apresente crescimento, pode surgir algo novo aí que possa embaralhar esse meio de campo. Então eu acredito que ainda tem muito chão e até as eleições tem mais chão ainda até o dia 2 de outubro. Pode ser até que o ex-presidente Lula aumente o número de simpatizantes”, destacou Helso Ribeiro.

Ribeiro também comentou que no cenário político já se ouve falar em voto útil para encerrar as eleições em primeiro turno, mas que há possibilidades de um terceiro nome para dividir esse game e não ficar tão polarizado assim, só nesses dois pré-candidatos.

 

Por Edilânea Souza

Fotos: Divulgação / Ilustração: Marcus Reis

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