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sexta-feira, maio 17, 2024

Em Roraima, deputados aprovam pedido de Antonio Denarium e prorrogam calamidade pública no estado

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 02/2022, para reconhecimento de calamidade pública devido à covid-19 em Roraima foi aprovado pela maioria dos parlamentares em sessão plenária ocorrida nesta terça-feira, 8/3. O pedido, enviado pelo governador de Roraima, Antonio Denarium, foi duramente criticado por seus opositores que alegam intensões politicas por trás da medida, uma vez que os casos da doença no estado têm diminuído

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Mesmo com a diminuição dos casos registrados de Covid-19 em Roraima, os deputados da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) aprovaram nesta terça-feira, 8/3, por 17 votos favoráveis e dois contrários, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 02/2022, que prorroga o reconhecimento de calamidade pública devido à Covid-19 no Estado. O pedido, enviado pelo governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), foi duramente criticado por seus opositores que alegam intensões politicas por trás da medida.

Apenas os deputados Dhiego Coelho (PTC) e Nilton Sindpol (Patriota) foram contra a continuidade do decreto de calamidade, que foi aprovado na casa praticamente por unanimidade entres os parlamentares.

“Quero só fazer uma observação aqui. Quando a deputada Catarina Guerra fez uma colocação de que no governo do Denarium, nas compras feitas pela Covid não teve nenhuma denúncia. Pelo o que eu saiba teve uma denúncia sim, que foi um dos maiores escândalos do Brasil. Quando foi pago antecipado seis milhões de reais para a compra de seis respiradores superfaturados. Esse caso entro na CPI da Saúde, então existiu denuncia sim, desde o início da pandemia”, relembrou o parlamentar ao afirmar que mantinha o seu posicionamento contrário ao projeto do Executivo.

Conforme os adversários de Denarium, no meio político o governador não tem oposição na casa legislativa e também tem o apoio do atual presidente da Ale-RR, deputado Soldado Sampaio (PCdoB), o que segundo eles “favoreceu” a aprovação do projeto.

Situação – Durante a sessão, o restante dos parlamentares defenderam a continuidade na situação de calamidade pública alegando que a medida não necessariamente precisa está vinculada ao aumento de casos da doença. Isso porque segundo eles, a medida se faz necessária até para tentar minimizar os impactos econômicos já causados no decorrer dos anos que a pandemia vem sendo vivenciada.

Um dos parlamentares mais incisivos na defesa do decreto foi o deputado Renan Filho (Republicanos), que é favorável ao Governo de Denarium. De forma inusitada, utilizando palavras de baixo calão, o parlamentar defendeu a aprovação da prorrogação do estado de calamidade pública.

“Nosso estado está f***. Desculpa o termo, desculpa o termo, não queria ter falado. A calamidade pública já vem há quase três anos, literalmente acabando com nosso estado com relação à Saúde. Eu fui em todos os hospitais do estado e a calamidade se eu pudesse aprovar, aprovava por mais dez anos. Eu acho que essa Casa, por questão de justiça tinha que aprovar de seis em seis meses uma calamidade pública e depois mandar a conta para o Governo Federal pagar”, disse o parlamentar.

Já o deputado Soldado Sampaio destacou, em seu pronunciamento, que quem tentava barrar a provação do decreto de calamidade no estado não tinha respeito e compromisso com os necessitados.

“Só quem não respeita as pessoas e nem tem compromisso com os necessitados quer barrar a calamidade. Precisamos de mutirões de cirurgias, contratações e ajudar quem não tem condições financeiras de pagar contas de água e luz. Vamos causar caos na economia do estado se não fosse aprovado e tínhamos que ter clareza e responsabilidade” informou o presidente da Assembleia, deputado Soldado Sampaio ao defender o projeto.

O parlamentar afirmou ainda que a casa não poderia ignorar a situação e seguir o discurso político da oposição. “Eles querem quanto pior, melhor. A oposição não tem compromisso com os mais pobres. Temos conhecimento pleno dessa matéria e estávamos prontos para votar. O governo do Estado fora a saúde fez apenas duas ou três compras usando a calamidade. Pelo contrário, só usou no que foi extremamente necessário e nada mais”, afirmou.

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Da Redação

Foto: Divulgação

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