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quarta-feira, abril 24, 2024

Divergências internas e ‘perseguição’ motivam saída de grupo de minorias do Psol Amazonas

O grupo de 300 pessoas alega que o PSol Amazonas não é um partido seguro para minorias e que não impulsiona legitimamente lideranças negras, indígenas, PCDs, LGBTQIAP+ ou feministas no Estado. O anúncio da desfiliação coletiva do PSol ocorreu neste domingo, 6/3, por meio de uma carta aberta divulgada nas redes sociais de integrantes do Movimenta Amazônia Socialista (MAS) e da dirigente do PSol Amazonas Marklize Siqueira, que disputou o cargo de vice-prefeita de Manaus ao lado de José Ricardo (PT) na eleição de 2020, e também se desvinculou do partido

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Divergências internas e perseguições políticas motivaram um grupo de 300 pessoas, que fazem parte do Movimenta Amazônia Socialista (MAS), a pedir a desfiliação do Partido Socialismo e Liberdade (PSol). Um dos pontos apontados pelo grupo é de que a promoção de mulheres na sigla teria incomodado dirigentes que conduzem o partido há anos. O grupo alega, ainda, que o PSol Amazonas não é um partido seguro para minorias e que não impulsiona legitimamente lideranças negras, indígenas, PCDs, LGBTQIAP+ ou feministas no Estado.

O anúncio da desfiliação coletiva do PSol ocorreu neste domingo, 6/3, por meio de uma carta aberta divulgada nas redes sociais do grupo e da dirigente do PSol Amazonas Marklize Siqueira, que disputou o cargo de vice-prefeita de Manaus ao lado de José Ricardo (PT) na eleição de 2020, e também se desvinculou do partido.

No comunicado o grupo, além de citar o histórico do movimento e dizer que “a Bancada Coletiva foi a primeira grande possibilidade de o PSol ter uma representatividade no legislativo manauara”, diz que há fortes indícios de que integrantes do partido no Estado seriam machista, misóginos e homofóbicos.

“Negar seria uma impropriedade se tomarmos a estrutura política brasileira e amazonense produzida hegemonicamente por homens, héteros, com estética eurocêntrica e corpos aceitos socialmente. Quando adentramos ao PSol em meados de 2015, era difícil encontrar um LGBTQIAP+ nos diretórios do partido. Se existiu, foi uma história apagada pelos registros partidários quase inexistentes. Quanto à ocupação de mulheres, uma olhada rápida nos dados do TSE dos anos de 2015 a 2018 apresenta apenas 20% de presença de mulheres no diretório estadual”, diz um trecho da nota.

Confira:

Já a dirigente do PSol Amazonas Marklize Siqueira, em um comunicado feito nas suas redes sociais, disse que o protagonismo das mulheres incomodou o “patriarcado que vem conduzindo o partido ao longo de todos esses anos e que não aceita o protagonismo político de mulheres”.

“Quando a divergência vira violência e passa por um olhar conivente de toda uma casta de Dirigentes Partidários que minimizam uma situação grave de violência política de gênero é sinal que este lugar não é seguro para nós. Parece que não aprendemos nada com o assassinato da companheira Marielle. Falar que apoia mulheres negras e ser antirracista requer uma prática, companheiros e companheiras! Não basta discursos e notas! É necessário ação, inclusive, para com os nossos quando agem de maneira vil e covarde. Acredito que é chegada a hora de partir deste espaço e buscar novos horizontes possíveis”, disse ela na publicação.

Confira:

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Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

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