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segunda-feira, julho 22, 2024

Conceição Sampaio fala sobre trajetória política, desafios à frente da Semasc e cenário eleitoral para 2022

Entrevistada no quadro “Erica Lima Conversa”, Conceição Sampaio hoje atua como presidente da representatividade feminina do PSDB e não descarta a possibilidade de concorrer nas eleições do ano que vem. Apesar de ser quase certa a presença dela nas disputas eleitorais em 2022, ela mantém em suspensão para que cargo irá concorrer

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Entrevistada no quadro “Erica Lima Conversa”, do Portal O Convergente, a presidente do PSDB Mulher, Conceição Sampaio falou sobre sua experiência política, planos para as eleições de 2022 e os desafios enfrentado na condução da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) durante a primeira onda da Covid-19 em Manaus.
Ela, que foi candidata à vice-prefeita na chapa de Alfredo Nascimento (PL) nas últimas eleições municipais, hoje atua como presidente da representatividade feminina do PSDB e não descarta a possibilidade de concorrer nas eleições do ano que vem. Apesar de ser quase certa a presença dela nas disputas eleitorais em 2022, ela mantém em suspensão para que cargo irá concorrer.

“Eu estou sempre a inteira disposição, dentro ou fora, sempre a inteira disposição do meu partido. Sempre vou defender a participação das mulheres na política. É muito importante lembrar que a política é o espaço onde a nossa vida é completamente decidida. Tudo passa por uma decisão política e, por isso é importante saber para quem você vai entregar essa responsabilidade”, disse ela ao lembrar que pelo voto da população e não pela legenda estaria em uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“A população do Amazonas quis colocar uma mulher para lhe representar. Se você olhar as oito cadeiras, as oito vagas, lá está o meu nome que, pelo voto, estaria na Câmara Federal e pela coligação ficou fora. Mesmo assim sou grata, porque sei que a população me queria representando o Estado”, afirmou.

Durante a entrevista ela, por muitas vezes, agradeceu à população por ter confiado a ela o cargo de vereadora, deputada estadual e federal que exerceu durante alguns anos e afirmou que “o dia de amanhã a Deus pertence e que está à disposição” para concorrer a um cargo político.

Mulheres e política – Sobre sua participação nas últimas eleições, Conceição falou da importância de ter participado e de como sente orgulho da trajetória que percorreu até aqui.

“Eu participei como mulher dessa chapa majoritária e achei muito importante, porque nós, mulheres, precisamos ocupar os nossos espaços. Eu defendo um mundo onde homens e mulheres possam partilhar as mesmas oportunidades, onde a gente possa ocupar um espaço pelo mérito, pelo trabalho que podemos fazer. Então olhar o executivo, participar dele, ter tido oportunidade, para mim, foi um motivo de muito orgulho”, afirmou.

Sobre sempre ter o nome citado como uma mulher de representatividade política no cenário amazonense, ela disse se sentir grata e ter orgulho de ter dado sempre o seu melhor. “Eu sempre procurei ser ponte e nunca muro. A ponte faz travessia, o muro separa. Sou alguém de construir pontes na minha vida e faço isso na política, como qualquer atividade onde estou exercendo uma missão. Eu nunca permiti que nenhum cargo fosse maior do que eu sou como ser humano ou pessoa. Eu acho que isso para nós é fundamental”, disse.

Sampaio disse entender que a política, como ciência, é a única capaz de fazer a transformação social na vida da população. E falou sobre a importância de se saber exatamente em quem se está votando, não só no dia da eleição, mas pensando como o seu candidato vai conduzir seu cargo durante os quatro anos.

“Só através da política, da verdadeira política, nós mudamos a vida da pessoa. Quando você vai escolher alguém para lhe representar é importante perceber quem é essa pessoa. A gente não vota só no dia da eleição, a gente vota no dia da eleição, mas as consequências daquele voto vamos viver nos próximos quatro anos. Então é muito importante que a gente perceba quem é aquela pessoa. Muita gente diz que o poder transforma. Não, o poder não transforma, ele revela as pessoas, o que é diferente”, opinou.

Pandemia – Sobre sua gestão na Semasc em um período conturbado em virtude da pandemia, Conceição falou ter sido algo muito intenso e difícil. “A gente viu tantas pessoas adoecendo, familiares enlutados e estávamos junto. Estivemos junto pedindo a Deus e trabalhando naquilo que era preciso trabalhar. Levando alimentação, possibilitando benefícios disponíveis. Tivemos um trabalho muito cuidadoso. A maior dificuldade era saber que tínhamos um inimigo invisível e naquele momento não sabíamos de que tamanho era o problema. Estávamos trabalhando sem ter uma situação clara do que estávamos enfrentando”, disse ela ao lembrar o início da pandemia em 2020.

Ainda no âmbito social, enfrentado naquele período, ela explicou como funcionou a questão do SOS Funeral e relembrou como a demanda era algo acelerado e assustador. “O SOS atende como projeto social e de repente não eram mais entre 14 e 18 pessoas morrendo por dia, eram mais de cem vindo a óbito. Então ele passou a ser requisitado de um modo geral na cidade de Manaus, inclusive pelo governo do Estado. Algo impressionante. Mas, graças a Deus muito já se avançou”, disse ela ao citar o início da vacinação e da importância de se manter as normas de higiene no combate à Covid-19.

Legado – Sobre a trajetória política até aqui, Conceição se orgulha de sempre ter procurado legislar para contribuir com os anseios da população, mesmo que isso lhe custasse pressões externas.

“Para mim o grande legado é ter tido a oportunidade de contribuir e aprender. No parlamento, quando coloco para você essa trajetória de vereadora, deputada federal, foi um presente que a população do Amazonas me honrou. Se tem algo que eu aprendi é que o parlamentar não deve legislar em seu nome, ele deve legislar em nome da população. Então todos os votos que eu dei como parlamentar, em muitos desses votos só Deus sabe a pressão que eu sofri, porque dei em nome da população do Amazonas”, relembrou.

Sobre a questão de mulheres votarem em mulheres, ela diz que a população deve votar não só pela representatividade, mas pelo o que aquela pessoa tem a oferecer a ela como parlamentar. “Eu não quero que votem em mim porque sou mulher, eu quero que as pessoas que votaram em mim ou que por ventura ainda vão votar votem porque acreditam que ali tem uma pessoa preparada para lhe representar”, afirmou.

Confira a galeria de fotos: 

 

Confira a entrevista na íntegra: 

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Por Izabel Guedes

Fotos: Marcus Reis

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