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segunda-feira, julho 15, 2024

Professores anunciam greve após Governo do Estado confirmar retorno de aulas presenciais

O sindicato programou um ato público na próxima segunda-feira, 31/5, às 8h, na Avenida do Samba, Dom Pedro, contra a decisão do governador Wilson Lima

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O retorno das aulas presenciais da rede estadual de ensino na capital, previsto para próxima terça-feira, 1º/6, não agradou o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), que aprovou um indicativo de greve. O sindicato programou um ato público na próxima segunda-feira, 31/5, às 9h, na Avenida do Samba, Dom Pedro, contra a decisão do governador Wilson Lima (PSC).

O sindicato reivindica que os professores só retornem às salas de aula depois de tomarem a segunda dose da vacina contra a Covid-19. O que, segundo eles não aconteceu, uma vez que a vacinação dos profissionais de educação iniciou apenas no dia 17 de maio.

“O Governo do Estado anunciou o retorno das aulas presenciais, mas nós reafirmamos nosso posicionamento. Somos contra esse retorno sem a imunização de todos os trabalhadores em educação. Nossas vidas estão em risco, a vida dos nossos alunos está em risco. É preciso que todos estejamos devidamente imunizados para nos proteger”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Escolas – No interior do Estado, as aulas já foram retomadas em alguns municípios. O retorno das aulas presenciais na capital foi anunciado pelo governador Wilson Lima pelas redes sociais.

Na transmissão, o governador, juntamente com representantes da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM) atualizou as informações referentes ao coronavírus no Estado e anunciou algumas mudanças no decreto governamental, como o retorno das aulas presenciais nas escolas estaduais da capital.

“A principal mudança é que estamos autorizando o retorno das aulas semipresenciais, de forma híbrida, da rede estadual de ensino, a partir de terça, 1º de junho. A escola, eu arrisco dizer, que talvez seja o ambiente mais seguro. Ali os alunos estão protegidos. Ali tem todas as condicionantes para isso, como uso de máscara, álcool gel, distanciamento”, afirmou o governador.

Reivindicação – Nesta quinta-feira, 27, representantes do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical) estiveram na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para explanar os motivos da categoria em não aceitar a volta das aulas de forma presenciais.

“Será praticamente impossível para os professores conseguirem controlar o distanciamento social dos alunos dentro do ambiente escolar e fiscalizar o uso de máscaras em todos os locais das unidades de ensino. É impossível fazer esse controle durante quatro horas, que é o tempo mínimo que os estudantes passam dentro de uma escola, e durante seis horas nas escolas de tempo integral”, reclamou o coordenador geral de Comunicação do Asprom/Sindical, Lambert Melo.

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Por Izabel Guedes

Fotos: Divulgação / Ilustração : Marcus Reis

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