Com a intenção de chamar a atenção da sociedade para as ações feitas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vários movimentos sociais do Estado se organizam para participar de uma mobilização nacional no próximo sábado, 29/5. Em Manaus, a concentração será na Praça da Saudade, Centro, às 16h. Entre as reivindicações dos grupos estão o negacionismo em relação a pandemia, o descaso com a vacinação em massa e o valor do auxílio emergencial.
Fatos esses relacionados aos impactos causados pela pandemia e as crise sanitária e social em torno da Covid-19. Diferente de outros protestos ocorridos, tanto a favor do presidente como contra, esse, segundo especialistas da área é o primeiro, desde o início da pandemia, convocado por grupos como entidades sindicais e movimentos sociais.
“O objetivo, como todo protesto, seja ele de oposição ou não, é chamar atenção para os fatos que estão ocorrendo. Fatos importantes, que a população, o povo brasileiro acorde, porque o povo está sofrendo, caindo, sangrando, morrendo e ainda não percebeu o que está acontecendo. Isso em relação a tudo que nos norteia”, explicou Rafael Medeiros, integrante do Movimento Tucumã, que participará do protesto.
A pauta dos atos tem como demandas o impeachment do presidente Bolsonaro, a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600, a ampliação das vacinas disponíveis e a suspensão de cortes de verbas na Educação.
“Vamos às ruas nesse dia 29 exigir agilidade. O Brasil saiu de agosto do ano passado com 9,5 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza para 27 milhões em fevereiro desse ano, conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV), e não dá mais para suportar esse Governo Federal que só crucifica os mais pobres enquanto passa trilhões de reais para os bancos”, disse Edney Manauara, integrante do movimento Coletivo Ajuricaba.
Apoio – Em apoio ao manifesto, a Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matriz Africana (ARATRAMA) e a Associação de Desenvolvimento Sócio Cultural Toy Badé (ATB) também vai ter integrantes participando do evento.
“Todas essas organizações e movimentos têm posicionamentos contrários ao absurdo que se instalou no país desde janeiro de 2020 e já resultou em mais 450 mil mortes só por Covid-19, por total irresponsabilidade e incompetência administrativa, de um desgoverno pautado por uma ideologia supremacista de direita”, opinou Alberto Jorge, Conselheiro do Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais do Amazonas.
Ato público – Além de Manaus, as manifestações estão previstas para acontecer em pelo menos 24 Estados e no Distrito Federal. O que, segundo especialistas, acontece no momento de maior fragilidade da política de Bolsonaro, principalmente em razão de sua conduta na pandemia. O que implica também na atual situação econômica do Brasil.
O ato, segundo Rafael Medeiros, contará com todas as medidas de segurança. “Estamos divulgando, pedindo e solicitando que todos, que compareçam ao ato, vão de máscara, use álcool em gel, mantenham o distanciamento lá no local. Para evitar o máximo de contato. Nosso ato é completamente diferente dessas manifestações bolsonarianas, que os caras andam de moto e todo mundo está sem máscara, esses absurdos que a gente tem visto aí”, finalizou.
Veja as orientações divulgadas:
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Por Izabel Guedes
Fotos: Divulgação / Ilustração: Marcus Reis