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quarta-feira, junho 12, 2024

MPE prorroga investigação sobre construção de muro na casa do ex-governador Amazonino Mendes

Investigação busca “apurar possível ato de improbidade administrativa decorrente de construção de muro de arrimo na propriedade do ex- governador Amazonino Mendes ”

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Com o objetivo de “apurar possível ato de improbidade administrativa decorrente de construção de muro de arrimo na propriedade do ex- governador Amazonino Mendes (Podemos)”, o Ministério Público do Estado (MPE-AM) prorrogou por mais um ano as investigações em torno do assunto. A prorrogação do Inquérito Civil foi publicada no Diário Oficial do órgão da última segunda-feira, 17/5.

No documento, o órgão ministerial diz que a renovação do prazo do inquérito visa dar continuidade as investigações envolvendo os serviços supostamente feitos pela empresa Construtora MCW Construções, Comércio e Terraplanagem na propriedade de Amazonino Mendes, localizada no bairro Tarumã.

As apurações iniciaram após denúncias feitas ao órgão de que a construção do muro teria sido financiada pela máquina pública quando Amazonino exercia o cargo de governador do Amazonas. A obra, segundo a denúncia, custou cerca de R$ 1 milhão.

Entre as justificativas descritas na publicação, o MPE reitera “o teor da Requisição nº 322.2019.70, de 15/10/2019, à MCW Construções, Comércio e Terraplanagem, informando que a documentação requisitada não foi encaminhada a este Parquet, embora conste no ofício-resposta que foi feito o envio”. A publicação não detalha o andamento das investigações.

Investigação – O inquérito foi aberto ainda em 2018 com a intenção de apurar possíveis irregularidades e o provável favorecimento na construção do muro na casa do então governador Amazonino Mendes. Isso porque, a empresa em questão, segundo as informações da denúncia feita ao MPE, também tinha outros contratos milionários com o Governo do Estado.

Conforme notícias veiculadas na época, os contratos eram milionários. Em apenas um, o governo estadual teria pago cerca de R$15 milhões. Em outro, segundo informações divulgadas pela Assembleia Legislativa na época, a empresa teria recebido mais de R$ 7,3 milhões.

MPF – A irregularidade na construção do muro na casa do governador à época também foi levada ao Ministério Público Federal (MPF), que diferente da ação no MPE, abriu procedimento para apurar os impactos ambientais causados pela construção. A ação ocorreu após denúncia feita pelo ex-deputado estadual Platiny Soares (PSB), na época dos fatos.

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Por Izabel Guedes

Fotos:  Sandro Pereira / Divulgação / Ilustração : Marcus Reis

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