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segunda-feira, julho 22, 2024

Vice-governador diz ter sofrido ameaças e acusa Wilson Lima de responsabilidades em fraudes hospitalares

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB) se manifestou pelas redes sociais afirmado que não existem provas de seu envolvimento nos crimes, que vem sofrendo ameaças e chamou o governador Wilson Lima (PSC) de despreparado

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Em sua defesa quanto a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) de que teria envolvimento no esquema fraudulento da compra de respiradores e em irregularidades no sistema de má gestão hospitalar do Estado, o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB) se manifestou pelas redes sociais afirmado que não existem provas de seu envolvimento nos crimes, que vem sofrendo ameaças e chamou o governador Wilson Lima (PSC) de despreparado.

Pela denúncia, apresentada à Justiça Federal, Carlos Almeida, o secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo e outros dois ex-titulares da Secretaria de Estado de Saúde (SES) foram processados por irregularidades cometidas na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campos Salles e Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Aziz.

Em seu manifesto nas redes sociais, o vice-governador afirmou estar afastado do cargo há quase um ano, afirmou que a decisão da Procuradoria Geral da República (PGR) de incluir o nome dele na denúncia de envolvimento no esquema criminoso foi incoerente e infundado
“Não sou criminoso, nem cúmplice de ninguém. As inúmeras páginas do rumoroso processo, que hoje já se tornaram públicas, pelo notório vazamento seletivo dão, inclusive, demonstração clara disso. Em um Inquérito de 448 páginas, a Polícia Federal, uma das instituições mais respeitadas do país, conclui que inexistem elementos que impliquem em minha participação em quaisquer dos ilícitos da ‘Operação Sangria’, não promovendo, portanto, meu indiciamento”, afirma ele em um trecho da publicação.

Afastamento – Almeida diz ainda não ter feito parte da rede de esquemas responsável por fraudes no Estado do Amazonas. “Jamais participei, cooptei ou me associei a qualquer ilícito. Me recuso a fazer parte de uma quadrilha que só faz prejudicar o povo amazonense e o Brasil”, completou ele afirmando terem sidos esses os motivos de seu afastamento do governo Wilson Lima há quase um ano.

Conforme ele, o caos sofrido no Estado só ocorreu “pela notória falta de compromisso, conhecimento e espírito público do governo”. “O cenário responsável pela morte e sofrimento de milhares de amazonenses só foi possível pelo escandaloso despreparo e conluio do governador”, afirma.

Na publicação, o vice-governador diz ter sofrido uma série de consequências, em função de seu posicionamento e ter sofrido ameaças. “Foi um período difícil, onde minha própria vida e a sobrevivência da minha família entraram em jogo. Fui sucessivamente perseguido e ridicularizado e ainda tive de lutar contra uma conspiração dos envolvidos, uma trama sórdida, a me imputar responsabilidades que a Polícia Federal identificou como sendo do próprio governador”, escreveu.

Denúncia – A ação de improbidade administrativa apresentada pelo MPF à Justiça Federal inclui os ex-secretários estaduais de Saúde Rodrigo Tobias de Souza Lima e Simone Araújo de Oliveira Papaiz, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) e o representante do instituto, José Carlos Rizoli.

Segundo as investigações, o contrato foi firmado em março de 2019 com o INDSH pelo vice-governador do Amazonas que, àquela época, também assumia o cargo de secretário estadual de Saúde. Desde o início da vigência do contrato, o MPF identificou que nunca foi realizado o controle efetivo da execução do objeto. O que configurou ações fraudulentas por meio dos envolvidos na ação.

Respiradores – Em depoimento feito à Polícia Federal, o governador Wilson Lima disse ter indicado o empresário e ex-policial militar Gutemberg Alencar, integrante do esquema na compra de respiradores, ao ex-secretário de Saúde, Rodrigo Tobias.

Na declaração, que consta nos autos da denúncia feita pela PGR, o governador do Amazonas afirmou que a indicação era para que os dois conversassem cobre a compra de equipamentos e não um comando para que irregularidades fossem cometidas.

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Por Izabel Guedes

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