Roraima completa, nesta terça-feira (21), um mês desde a realização da eleição suplementar para o Governo do Estado sem que o resultado tenha sido oficialmente homologado. Embora o ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), tenha obtido a maioria dos votos no pleito realizado em junho, sua candidatura permanece sub judice, impedindo a diplomação e a posse da chapa vencedora.
A indefinição mantém o comando do Executivo estadual nas mãos do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Soldado Sampaio (Republicanos), que exerce o cargo de governador interino. Ele assumiu a chefia do Executivo após a saída do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) e da posterior cassação do vice-governador Edilson Damião (União Brasil) pela Justiça Eleitoral.
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A situação jurídica de Arthur Henrique decorre de um questionamento sobre o prazo de desincompatibilização do cargo de prefeito de Boa Vista para disputar a eleição suplementar. A candidatura foi barrada pela Justiça Eleitoral, mas o ex-prefeito recorreu da decisão e aguarda o julgamento de recursos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a assessoria de Arthur Henrique, a diplomação da chapa vencedora permanece suspensa até a conclusão do processo judicial. A expectativa é que o julgamento ocorra no dia 19 de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral informou que o caso aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual o processo permanece sem conclusão. Enquanto isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) também aguarda a manifestação das cortes superiores para dar prosseguimento ao processo eleitoral.
Caso os recursos sejam acolhidos, Arthur Henrique será diplomado e assumirá o Governo de Roraima ao lado do vice eleito, Subtenente Velton (PL), presidente municipal do partido em Boa Vista.
Enquanto a definição não ocorre, Soldado Sampaio permanece à frente do Executivo estadual. Segundo colocado na eleição suplementar, o parlamentar tornou-se o terceiro governador de Roraima em menos de três meses, período marcado por mudanças sucessivas no comando do estado em decorrência das decisões da Justiça Eleitoral e da renúncia de Antonio Denarium.
O cenário mantém Roraima sob um governo provisório e com a sucessão estadual condicionada ao desfecho do julgamento nos tribunais superiores, que definirá se o resultado das urnas será validado ou se novos desdobramentos eleitorais serão necessários.
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