O engenheiro civil Edilson Damião (União Brasil), de 46 anos, assumiu nesta sexta-feira (27) o comando do Executivo de Roraima após a renúncia do então governador Antonio Denarium (PP). A mudança ocorre em meio à reorganização política para as eleições de 2026 e a um processo judicial ainda em andamento na Justiça Eleitoral.
Denarium deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. Já Damião, que ocupava o posto de vice-governador desde 2022, anunciou que pretende concorrer ao governo estadual no próximo pleito.
A nova configuração política, no entanto, se dá sob o impacto de um processo de cassação que envolve ambos os políticos no Tribunal Superior Eleitoral. Eles são apontados por uma denúncia de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O julgamento teve início em 13 de agosto de 2024, mas foi suspenso no mesmo dia por decisão dos ministros. A análise foi retomada em 26 de agosto de 2025 e novamente interrompida após pedido de vista do ministro André Mendonça, que solicitou mais tempo para avaliação do caso.
Antes da segunda suspensão, a relatora Isabel Gallotti votou pela rejeição dos recursos apresentados pela defesa e pela cassação dos mandatos, em um voto extenso de 82 páginas. Quando o julgamento foi retomado, em 11 de novembro, Mendonça acompanhou o entendimento da relatora.
Apesar disso, o processo voltou a ser interrompido pela terceira vez após novo pedido de vista, desta vez do ministro Nunes Marques.
Com o cenário indefinido no TSE, a posse de Damião ocorre em meio a incertezas jurídicas que podem impactar diretamente o futuro político do estado. Enquanto isso, o novo governador assume a administração com o desafio de dar continuidade à gestão e, ao mesmo tempo, se posicionar para a disputa eleitoral de 2026.
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