A trajetória de Arthur Virgílio Neto reúne atuação na diplomacia, no Congresso Nacional e na administração de Manaus. Diplomata de carreira, ele exerceu três mandatos como deputado federal, foi senador pelo Amazonas e comandou a capital amazonense em três gestões. Também ocupou o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Em 2026, aos 80 anos, Arthur disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB. A candidatura marca uma nova tentativa de retorno ao Legislativo federal, onde construiu parte de sua carreira política antes de voltar à Prefeitura de Manaus, em 2013.

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Origem e formação diplomática
Nascido em Manaus em 15 de novembro de 1945, Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto é filho do ex-senador Arthur Virgílio Filho. A ligação familiar com a política antecede sua própria atuação eleitoral: o pai também foi deputado estadual e federal e teve o mandato de senador cassado durante a ditadura militar, em 1969.

Arthur formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e cursou o Instituto Rio Branco, instituição responsável pela formação de diplomatas brasileiros. Sua trajetória profissional inclui a carreira no Itamaraty, além dos cargos eletivos que posteriormente ocupou no Amazonas e em Brasília.
Da Câmara dos Deputados ao governo federal
Eleito deputado federal pela primeira vez em 1982, pelo então PMDB, Arthur exerceu mandato entre 1983 e 1987. Voltou à Câmara nas legislaturas de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003, já pelo PSDB. Os períodos no Parlamento foram intercalados com sua atuação no Executivo municipal e federal.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República, com status de ministro. A passagem pelo Palácio do Planalto acrescentou à sua trajetória a participação no Executivo nacional, depois da experiência como prefeito e deputado.
Atuação no Senado
Arthur representou o Amazonas no Senado de 2003 a 2011. Como líder do PSDB, participou da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e dos debates sobre reformas tributária e previdenciária. Sua atuação também incluiu pronunciamentos sobre a Amazônia e a relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

A defesa da Zona Franca de Manaus esteve entre as pautas de sua passagem pelo Congresso. Conforme reportagem de O Convergente, Arthur apresentou a PEC 17/2008, que propunha ampliar a vigência do modelo até 2033. A proposta seguiu para a Câmara, mas não foi a responsável pela prorrogação dos incentivos até 2073.
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Três mandatos na Prefeitura de Manaus
Na administração municipal, Arthur governou Manaus inicialmente entre 1989 e 1992. Duas décadas depois, retornou ao cargo para o mandato de 2013 a 2016 e permaneceu à frente da prefeitura no período de 2017 a 2020, após conquistar a reeleição. Ao todo, foram 12 anos no comando do Executivo da capital.
A passagem pela prefeitura, somada aos mandatos parlamentares e à experiência no governo federal, compõe o histórico que Arthur apresenta na atual disputa eleitoral. Em entrevista ao programa Debate Político, repercutida por O Convergente em setembro, ele apontou a experiência acumulada como um dos argumentos de sua candidatura à Câmara.
Na campanha de 2026, o candidato também tem cumprido agendas no interior. Em Presidente Figueiredo, participou de encontros com moradores e lideranças e defendeu investimentos ligados ao desenvolvimento econômico e turístico dos municípios amazonenses.


