A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou a Meta após a plataforma restringir temporariamente a conta utilizada para impulsionar anúncios eleitorais no Facebook. A medida foi aplicada na quarta-feira (23), a poucos dias do primeiro turno, e motivou um recurso apresentado pela coligação Brasil Pronto pra Mais e pelo PT no dia seguinte.
Segundo a campanha, a conta “Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente” foi desabilitada para a criação e veiculação de novos anúncios. Na notificação encaminhada à equipe, a Meta informou apenas que “algumas das suas atividades não seguem nossas regras”, sem detalhar qual conteúdo ou comportamento teria motivado a restrição.
No recurso, os advogados pediram o restabelecimento do serviço em até seis horas e solicitaram uma revisão da decisão. Também cobraram informações sobre o período em que a conta permaneceu limitada e os efeitos da medida sobre a campanha.
A campanha classificou a decisão como “unilateral” e “imotivada” e sustentou que, por ter ocorrido na reta final do primeiro turno, a restrição poderia afetar a capacidade de comunicação eleitoral. Essa avaliação representa a posição da coligação e não uma conclusão da Justiça Eleitoral.
Segundo informações publicadas posteriormente, a conta voltou a funcionar ainda na quarta-feira (23). Mesmo após o restabelecimento, o PT manteve o pedido de esclarecimentos para saber quais regras teriam sido consideradas violadas e por que a limitação foi aplicada.
Campanha avalia recorrer ao TSE
A equipe jurídica informou que poderia levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral caso não recebesse esclarecimentos considerados suficientes da empresa. Até a publicação inicial sobre o episódio, a Meta não havia apresentado publicamente uma justificativa detalhada para a restrição.
As regras eleitorais permitem propaganda paga na internet por meio de impulsionamento contratado por candidaturas, partidos, federações e coligações, desde que sejam observadas as normas da Justiça Eleitoral. Para o primeiro turno de 2026, a circulação paga ou impulsionada de propaganda é permitida até 1º de outubro.
A Meta apresentou ao TSE um plano de conformidade específico para as Eleições 2026, com medidas relacionadas à moderação de conteúdo, anúncios políticos e combate à desinformação.
O episódio ocorre em um momento em que as redes sociais têm peso relevante na estratégia das campanhas, especialmente na reta final, quando partidos e candidatos ampliam a circulação de anúncios e conteúdos digitais para alcançar eleitores.



