O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (17), o reajuste dos valores pagos pelo Bolsa Família. O benefício mínimo passará dos atuais R$ 600 para R$ 691 por família a partir de outubro de 2026.
O aumento, de aproximadamente 15%, será aplicado automaticamente. Portanto, as famílias que já recebem o programa não precisarão fazer uma nova inscrição ou solicitação para ter acesso aos valores atualizados.
Segundo o governo federal, o reajuste busca recompor a inflação acumulada desde março de 2023, quando o atual formato do Bolsa Família entrou em vigor. O programa atende aproximadamente 19,3 milhões de famílias em todo o país.
Benefícios adicionais também aumentam
Além do piso garantido por família, outros componentes do programa serão reajustados. O Benefício de Renda de Cidadania, calculado por integrante do domicílio, passará de R$ 142 para R$ 164.
O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até seis anos, aumentará de R$ 150 para R$ 173.
Já o adicional pago a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos subirá de R$ 50 para R$ 58.
O valor final recebido por cada família continuará dependendo do número de integrantes e da presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes no domicílio.
Pagamento começa no dia 19
Os valores reajustados começarão a ser depositados em 19 de outubro. Os pagamentos seguirão o calendário habitual, organizado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Confira o calendário previsto para outubro:
- NIS final 1: 19 de outubro;
- NIS final 2: 20 de outubro;
- NIS final 3: 21 de outubro;
- NIS final 4: 22 de outubro;
- NIS final 5: 23 de outubro;
- NIS final 6: 26 de outubro;
- NIS final 7: 27 de outubro;
- NIS final 8: 28 de outubro;
- NIS final 9: 29 de outubro;
- NIS final 0: 30 de outubro.
Nos municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal, o pagamento poderá ser liberado de forma unificada no primeiro dia do calendário.
Quem pode receber
O Bolsa Família atende famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
A inscrição no Cadastro Único não garante a entrada imediata no programa. A seleção é realizada pelo governo federal com base nas informações registradas e na análise dos critérios de elegibilidade.
As famílias também devem cumprir compromissos relacionados à frequência escolar de crianças e adolescentes, vacinação, acompanhamento nutricional infantil e pré-natal das gestantes.
Os dados cadastrais precisam ser atualizados sempre que houver mudança de endereço, renda ou composição familiar e, obrigatoriamente, dentro do prazo máximo de dois anos.
Impacto nas contas públicas
O reajuste deve gerar um custo adicional estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, o impacto previsto é de aproximadamente R$ 22,7 bilhões.
Como a ampliação não estava incluída originalmente na proposta orçamentária do próximo ano, o governo deverá realizar ajustes para acomodar a nova despesa. A equipe econômica afirma que a medida respeita as regras fiscais.
Os beneficiários podem consultar valores e datas de pagamento pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem. Informações também estão disponíveis pelo Disque Social 121 e pelo atendimento da Caixa, no número 111.


