Pesquisadora Érica Aguiar destaca relevância da Fiocruz Amazônia nos 32 anos de atuação na região

Com especialização e mestrado ligados à instituição, pesquisadora afirma que formação científica contribuiu para sua atuação atual em pesquisas qualitativas e eleitorais

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O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completa, nesta quarta-feira (19), 32 anos de atuação na Amazônia, período marcado pela produção científica, formação de pesquisadores e desenvolvimento de estudos relacionados às particularidades sociais, ambientais e de saúde da região.

Para a pesquisadora e CEO do O Convergente, Érica Aguiar, que realizou parte de sua formação acadêmica na instituição, a presença da Fiocruz na Amazônia tem relevância tanto para a produção científica quanto para a formação de profissionais que desenvolvem pesquisas voltadas à realidade regional.

A pesquisadora Érica Aguiar, que realizou especialização e mestrado na Fiocruz Amazônia, destaca a influência da instituição em sua trajetória acadêmica e profissional. Foto: Arquivo pessoal/Érica Aguiar

“A Fiocruz Amazônia representa um marco na minha trajetória como pesquisadora. Foi onde ampliei meu olhar científico sobre a região, compreendendo suas complexidades sociais, culturais e de saúde. Mais que formação acadêmica, ela fortaleceu meu compromisso com uma pesquisa ética, sensível e capaz de transformar realidades na Amazônia”, afirmou.

Érica teve sua formação de especialização e mestrado vinculada à Fiocruz, sendo o mestrado realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo a pesquisadora, a experiência acadêmica também influenciou os caminhos que passou a seguir profissionalmente na área de pesquisa.

Atualmente, ela mantém o O Convergente Pesquisa, instituto voltado à realização de levantamentos e estudos. Érica relaciona a criação da estrutura à formação científica recebida durante sua passagem pela Fiocruz.

 “A minha formação, tanto na especialização quanto no mestrado, foi na Fiocruz. Essa formação fomentou em mim esse interesse e essa atuação na pesquisa, até chegar ao momento em que hoje tenho o meu próprio instituto de pesquisa, que é o O Convergente Pesquisa”, explicou.

De acordo com Érica, a formação realizada pela Fiocruz, em conjunto com a Ufam no período do mestrado, também serve de base para os trabalhos que desenvolve atualmente.

“É por meio dessa formação que hoje desenvolvo pesquisas qualitativas e eleitorais. É uma trajetória que começou também a partir desse contato com a pesquisa científica e com a formação que tive na Fiocruz e na Ufam”, acrescentou.

Formação científica na Amazônia

A história institucional da Fiocruz Amazônia começou oficialmente em 19 de agosto de 1994, com a criação do Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz). A estrutura foi criada para estabelecer uma unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz em Manaus e, posteriormente, deu origem ao atual Instituto Leônidas e Maria Deane.

Ao longo das últimas três décadas, a unidade ampliou a atuação na produção de conhecimento sobre condições de saúde e de vida das populações amazônicas e também passou a integrar a formação de estudantes e pesquisadores.

As atividades científicas desenvolvidas no instituto abrangem diferentes campos relacionados à saúde e às características epidemiológicas, sociais e ambientais da Amazônia.

Para Érica, a existência de uma instituição científica instalada na própria região permite que pesquisadores tenham contato direto com as particularidades amazônicas durante o processo de formação.

“Foi onde ampliei meu olhar científico sobre a região”, afirma a pesquisadora, ao relacionar sua passagem pela instituição à atuação que mantém atualmente.

Trajetória da Fiocruz Amazônia

Desde a instalação em Manaus, a Fiocruz Amazônia desenvolve pesquisas e ações de formação científica relacionadas a temas que afetam diretamente a população da região.

A unidade também atua na qualificação de pesquisadores e mantém programas de pós-graduação e iniciação científica, além de projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ensino e pesquisa.

Foto: Reprodução/Internet

Ao completar 32 anos de presença na Amazônia, a instituição mantém atividades voltadas à produção científica e à formação de profissionais em Manaus.

Para Érica Aguiar, sua própria trajetória acadêmica é um exemplo da influência que esse ambiente de formação pode exercer sobre quem decide seguir na área científica. Anos depois da especialização e do mestrado, a pesquisadora passou a desenvolver estudos qualitativos e eleitorais e criou uma estrutura própria dedicada à pesquisa.

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