Primeiras-damas do Brasil marcaram diferentes períodos da história política do país

De Yolanda Costa e Silva a Janja, mulheres ocuparam o posto ao lado dos presidentes e tiveram diferentes níveis de participação em iniciativas sociais, culturais e na vida pública brasileira

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Ao longo das últimas décadas, diferentes mulheres ocuparam a posição de primeira-dama do Brasil, acompanhando mudanças políticas, sociais e culturais que marcaram a história do país. Embora o cargo não seja eletivo, a atuação de cada uma variou conforme o contexto político e as escolhas pessoais durante o período em que seus maridos estiveram na Presidência da República.

A trajetória começa, no recorte apresentado, com Yolanda Costa e Silva, primeira-dama entre 1967 e 1969, durante o governo de Artur da Costa e Silva, no regime militar. Na sequência, Scylla Médici ocupou a posição entre 1969 e 1974, durante a gestão de Emílio Garrastazu Médici, seguida por Lucy Geisel, entre 1974 e 1979, no governo de Ernesto Geisel.

Dulce Figueiredo foi primeira-dama entre 1979 e 1985, durante a Presidência de João Figueiredo, último presidente do período militar. Com a redemocratização, Marly Sarney assumiu a posição entre 1985 e 1990, durante o governo de José Sarney, período marcado pela retomada das instituições democráticas.

Nos anos seguintes, Rosane Malta ocupou o posto entre 1990 e 1992, durante o governo de Fernando Collor de Mello. Ana Maria de Oliveira foi primeira-dama entre 1992 e 1995, no período de Itamar Franco. Já Ruth Cardoso, entre 1995 e 2002, durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, ficou associada a iniciativas de combate à pobreza e de desenvolvimento social.

Entre 2003 e 2010, Marisa Letícia acompanhou os dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. Posteriormente, Marcela Temer ocupou a posição entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer. Michelle Bolsonaro foi primeira-dama entre 2019 e 2022, durante a Presidência de Jair Bolsonaro.

Desde 2023, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, ocupa a posição durante o terceiro mandato de Lula. Com atuação pública em pautas sociais, culturais e de inclusão, ela também utiliza as redes sociais para divulgar atividades relacionadas ao governo e a agendas institucionais.

Ao longo desse percurso, as primeiras-damas tiveram diferentes formas de participação na vida pública. Algumas estiveram mais ligadas a projetos sociais e assistenciais, enquanto outras mantiveram uma presença mais discreta. A atuação dessas mulheres ajuda a compreender diferentes aspectos dos governos e das transformações vividas pelo Brasil desde a segunda metade do século XX.

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