Wilson Lima rompe silêncio e se manifesta sobre “respiradores em loja de vinho”

Candidato rebateu informações que voltaram a circular sobre suposto caso

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O ex-governador do Amazonas e candidato ao Senado Wilson Lima (União) se manifestou, nesta terça-feira (18), sobre o caso envolvendo a compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele classificou como “fake news” a afirmação de que os equipamentos teriam sido adquiridos em uma loja de vinhos.

A manifestação ocorreu após o episódio voltar a ser associado ao nome do candidato durante o período eleitoral.

“Errei ao não ter dedicado tempo nas redes sociais para me defender quando essa fake news começou a circular, em 2020. Coloquem-se no meu lugar: não havia uma UTI no interior, não havia uma usina de oxigênio no estado inteiro e não tínhamos leitos suficientes nem em Manaus. A nossa prioridade era salvar vidas”, declarou.

Segundo Wilson, os equipamentos foram adquiridos da FJAP, empresa que, de acordo com a versão apresentada por ele, estava autorizada a comercializar diferentes tipos de produtos, incluindo equipamentos médico-hospitalares.

O candidato afirmou que a empresa utilizava o nome fantasia Vineria Adega e possuía uma loja de vinhos, circunstância que, segundo ele, teria dado origem à associação entre a compra dos respiradores e o estabelecimento.

Wilson cita urgência durante a pandemia

No vídeo, Wilson afirmou que a aquisição ocorreu em um momento de escassez de respiradores e outros equipamentos médicos devido à alta procura durante o início da pandemia.

Segundo o ex-governador, entre as alternativas disponíveis naquele momento, os equipamentos oferecidos pela empresa tinham previsão de entrega mais rápida.

Wilson também citou o fato de ter acompanhado publicamente a chegada dos aparelhos ao Amazonas como argumento para contestar a afirmação de que teria ocorrido uma tentativa de esconder a aquisição.

“Vocês acham que, se a equipe de saúde tivesse comprado respiradores no balcão de uma loja de vinhos, eu teria ido receber os equipamentos no aeroporto, teria ido para a televisão e para as redes sociais? Não faz sentido”, afirmou.

O candidato também relacionou a retomada do episódio ao período eleitoral e disse que deveria ter respondido às acusações quando elas começaram a circular, em 2020.

“Se eu não tivesse comprado os respiradores com rapidez, hoje poderia ser considerado pelo povo e pela Justiça como um governador omisso. E isso eu não sou. Errei, acertei, mas nunca me acovardei”, concluiu.

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