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sábado, março 2, 2024

“A UEA de 5 anos atrás não é a mesma de 2024”, avalia reitor André Zogahib durante programa “Debate Político”

O reitor da UEA foi o primeiro entrevistado de 2024 do programa apresentado pela CCO da empresa Letícia Barbosa

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O primeiro programa “Debate Político” de 2024, exibido na última terça-feira (2), teve como convidado o reitor da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), André Zogahib, que fez uma análise da gestão durante o ano de 2023. O programa foi apresentado pela OCC da empresa, Letícia Barbosa, e exibido pela TV Rede Onda Digital, através do canal 8.2, e pelo canal do Youtube da Rede Onda Digital.

Entre os assuntos mais debatidos em 2023, estão as questões da reversa de cotas para estudantes do Amazonas, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) alegou que a lei era inconstitucional.

Em conversa durante o programa, Zogahib afirmou que tomou iniciativa, junto ao governador Wilson Lima, de divulgar e esclarecer o assunto de forma clara e ampla. A discussão sobre as cotas teve início em um vestibular de 10 anos atrás, no qual um vestibulando questionou a lei.

“Quando chegou no STF, foi questionada a lei de cotas, que pelo vestibulando foi considerada, ao ver dele, e depois pelo próprio STF, inconstitucional”, disse o reitor. “Trabalhamos para que essa decisão fosse a menos maléfica possível […] Atuamos em Brasília com a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e tivemos uma decisão que, de alguma forma, até nos favoreceu. A Lei foi julgada inconstitucional em seu percentual, ou seja, é possível ter uma lei de cotas regionalizada”, completou.

Para Zogahib, assegurar as cotas para estudantes do Amazonas é uma maneira de tornar o acesso às universidades no Estado mais amplo. “É uma forma de diminuir as assimetrias educacionais do nosso estado. É a forma com que a gente garante que o aluno do interior tenha uma educação superior de qualidade, o acesso à formação de profissionais que vão voltar para o interior do estado”, comentou.

O reitor da UEA ainda destacou que a universidade tem trabalhado, junto das autoridades, para que uma nova lei seja feita. “A Universidade tem esse papel, claro, da capital, mas uma universidade que tem os olhos voltados para o interior”, iniciou. “Vamos enviar uma legislação que contemple essa questão. Não vai ser naquele percentual, mas num percentual que consigamos atender essa finalidade”, frisou.

Gestão

Aluno, professor e agora reitor da UEA, André Zogahib afirmou que, atualmente, se sente muito mais preparado para assumir o papel de líder da universidade, após passagens por diversos órgãos públicos.

“Tudo soma para que lá na frente você tenha aquela experiência adequada para aquele momento. Talvez, lá atrás, eu não fosse a pessoa mais adequada para fazer a gestão da Universidade, mas hoje eu me sinto mais preparado”, comentou.

Zogahib ainda comentou que tem descoberto muito mais da universidade após se tornar o reitor. “Ela é um mundo e um universo, temos uma complexidade de coisas e arranjos institucionais e pessoas que precisam de um olhar de gestão diferenciado para que as coisas possam encaminhar”, disse.

Dificuldade

Para ele, a maior dificuldade da UEA durante o ano de 2023 foi o orçamento, que foi frustrado devido à falta de arrecadação do Estado.

“A maior foi a arrecadação do estado que impactou no nosso orçamento. Tínhamos uma expectativa orçamentária que foi frustrada”, afirmou.

“Mesmo com a dificuldade, conseguimos trazer muita entrega. O principal elemento que foi dificultador foi a questão do orçamento, mas mesmo assim conseguimos avançar bastante”, prosseguiu.

Avaliação

Apesar de ter destacado que a UEA entregou muito serviço durante o ano de 2023, o reitor afirmou que conseguiria entregar muito mais do que foi feito no ano passado. “Fazer esse reconhecimento em público não é uma fraqueza, mas é o que poderíamos ter melhorado. Espero que, em 2024, consigamos entregar muito mais”, pontuou.

Zogahib ainda disse que analisar esse processo faz parte do conhecimento da universidade, com isso, a tomada de decisões é de extrema importância. “A UEA de 5 anos atrás não é a mesma de 2024 e não vai ser a mesma de 2029. Entendemos a complexidade do que é esse fio e, no momento adequado, a gente toma a decisão antecipada que lá na frente os resultados são mais importantes”.

Jogo das cartas

No tradicional “Jogo das Cartas”, no qual o convidado faz opiniões sobre os políticos amazonenses, o reitor da UEA também destacou a parceria que tem com os deputados estaduais.

“Tenho um contato com eles [deputados veteranos] de longa data. Com os mais recentes, tenho um ou outro que eu já conhecia, isso facilita muito nosso trânsito e caminhada para que façamos uma gestão integrada”, disse.

Ao sortear a primeira carta, apareceu a imagem do deputado estadual Roberto Cidade. De acordo com Zogahib, o parlamentar tem sido parceiro da UEA e assumiu à frente na defesa das cotas de estudantes do estado.

“Ele também tem sido parceiro da UEA, principalmente, na questão de lei de cotas […] Não tenho palavras para agradecer o trabalho que ele fez nesse sentido, como presidente da Casa, ele tomou as rédeas da situação”, contou.

No segundo momento, a opinião dele foi direcionada ao deputado federal Amom Mandel, o qual ele classificou como humilde e disse que prevê um futuro bom na política. “Ele é um cara humilde, novo e muito inteligente […] Um cara que chegou tão novo, poderia estar despido de qualquer situação de humildade e ser muito arrogante. Conheci durante minha campanha para a reitoria e me surpreendi”, avaliou.

Leia mais: “Não dá para soltar fogos”, avalia Helso Ribeiro sobre reforma tributária durante programa “Debate Político”

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Por Camila Duarte

Revisão textual: Vanessa Santos

Foto: Marcus Reis

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