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quarta-feira, junho 12, 2024

Recompra de ações continua em nova política de dividendos

O porcentual foi reduzido de 60% para 45%, cinco pontos porcentuais a mais do que vinha sendo especulado no mercado

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A Petrobras comunicou, na sexta (28), que seu conselho de administração, em reunião realizada hoje, aprovou por maioria a nova política de dividendos, com aprimoramento da Remuneração aos Acionistas. O pagamento continua a ser aplicado sobre o fluxo de caixa livre e trimestral, permitindo recompra de ações. O porcentual foi reduzido de 60% para 45%, cinco pontos porcentuais a mais do que vinha sendo especulado no mercado.

Em meados de maio, o Conselho da Petrobras determinou que a diretoria executiva elaborasse proposta de aperfeiçoamento da política de dividendos, incluindo a possibilidade de recompra de ações. O aprimoramento da política tornou-se importante em razão da revisão dos elementos estratégicos para o Plano Estratégico 2024-2028 (PE 2024-28), bem como da aprovação do direcionador de investimento de baixo carbono entre 6% e 15% do Capex total para os cinco primeiros anos do PE 2024-28, segundo comunicado da companhia.

As referências a valores específicos de dívida bruta da Petrobras foram substituídas pela expressão “nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor”, eliminando a necessidade de atualização da política numa eventual mudança de referência de endividamento. No plano atual, esse valor é de US$ 65 bilhões. O conselho também aprovou que a companhia poderá adquirir suas próprias ações.

“Essa inclusão da recompra na política busca alinhar a Petrobras aos seus principais pares internacionais, que vêm realizando robustos programas de recompra de ações, em complemento ao pagamento de dividendos”, informou a Petrobras na nota.

Segundo o documento, eventuais valores alocados a programas de recompra de ações serão abatidos da fórmula da política de remuneração, com o desconto dos montantes gastos com recompra a cada trimestre, conforme reportado na demonstração dos fluxos de caixa do consolidado da empresa.

“A política aprimorada possui vigência imediata e já será aplicada ao resultado do segundo trimestre de 2023”, informou a estatal, reafirmando que o aperfeiçoamento das regras da remuneração aos acionistas “mantém seu objetivo de promover a previsibilidade do fluxo de pagamentos de proventos aos acionistas, ao mesmo tempo em que garante a perenidade e a sustentabilidade financeira de curto, médio e longo prazos”, afirmou.

O tema vinha sendo tratado internamente por um comitê técnico da estatal, a pedido do conselho. A previsão era de que o estudo fosse concluído e entregue aos conselheiros da Petrobras no fim deste mês.

A questão dos dividendos sempre foi vista como necessária para que a Petrobras eleve o volume de investimentos nos próximos anos, sobretudo em projetos para descarbonização e transição energética.

No início de junho, a estatal aprovou sua revisão para seu próximo plano estratégico, que deve vigorar de 2024 a 2028 e prevê investimentos de 6% a 15% em baixo carbono, ante 6% do plano anterior.

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Por July Barbosa com informações CNN

Foto: Divulgação

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