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sexta-feira, fevereiro 23, 2024

CVM acusa Sérgio Rial em processo sobre Americanas

Rial e o substituto dele na Americanas, João Guerra, foram formalmente acusados pela autarquia na última sexta-feira (2)

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A Comissão de Valores Mobiliários abriu um processo e tornou réus o ex-diretor presidente da Americanas, Sérgio Rial, e João Guerra Duarte Neto, que substituiu Rial interinamente. O processo se refere à forma de comunicação pública do rombo contábil de R$ 20 bilhões em janeiro. O mercado considerou confuso o comunicado por meio de uma teleconferência, e muitos investidores alegaram que não tiveram acesso a ela.

Em nome de João Guerra, a Americanas declarou que acompanha todos os processos abertos pela CVM e que espera que os motivos que levaram a empresa à recuperação judicial sejam devidamente esclarecidos, com a evolução das apurações sobre o mérito do ocorrido e seus responsáveis.

Rial e o substituto dele na Americanas, João Guerra, foram formalmente acusados pela autarquia na última sexta-feira (2).

O processo em questão trata da forma como a Americanas comunicou seu rombo contábil ao mercado. O teor do texto do fato relevante e a organização de uma teleconferência em que nem todos os investidores poderiam assistir são investigados pela CVM.

Sergio Rial é acusado de ter infringido o artigo 155 da Lei das SA sobre o dever de lealdade do administrador de companhia aberta, além de não ter feito uma “comunicação acessível ao público investidor” sobre o caso. João Guerra também é acusado por falhas de comunicação com o mercado.

A CVM possui ao menos dez processos administrativos para investigar o rombo bilionário na Americanas. No dia 11 de janeiro, o então CEO Sergio Rial e o CFO André Covre renunciaram aos cargos e divulgaram ao mercado inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões.

No dia seguinte, em 12 de janeiro, em teleconferência fechada ao mercado, Rial explicou que identificou problemas nas operações de risco sacado da varejista, que estavam sendo contabilizadas de forma errada. Cerca de uma semana depois do fato relevante, em 19 de janeiro, a Americanas entrava em recuperação judicial com mais de R$ 40 bilhões em dívidas.

A Americanas informou que acompanha a evolução de todos os processos em curso na CVM e reafirma que espera que sejam esclarecidos todos os fatos que a levaram à recuperação judicial “com a evolução das apurações sobre o mérito do ocorrido e seus responsáveis”.

“Desde esse primeiro momento, a companhia priorizou informar imediatamente o mercado, com a maior transparência possível, sobre todas as evoluções de um processo especialmente complexo e de perplexidade geral. A Americanas espera que a CVM reconheça isso em seu julgamento”, acrescentou, em nota.

Leia mais: Luiz Fux será o relator da solicitação do Habeas Corpus de Simão Peixoto

Por Kalinka Vallença com informações do Globo

Foto: Divulgação

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