Ruben Villar, conhecido como Colômbia e apontado como o mandante do crime, e outro pescador ilegal, Jânio Freitas de Souza, foram indiciados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver na semana passada, segundo apuração do Fantástico. Segundo documentos da investigação, Bruno Pereira estava sendo monitorado por uma organização criminosa.
O grupo tinha a intenção de continuar retirando o pescado da área indígena e manter o contrabando do produto para a Colômbia e Peru, países que fazem fronteira com o Amazonas, porém Bruno estava atuando para combater a pesca ilegal na região.
Informações da investigação apontam que, no dia dos assassinatos, 5 de junho de 2022, Bruno e Dom voltaram de uma comunidade indígena e passaram na Comunidade São Rafael, na zona rural de Atalaia do Norte. Lá encontraram Jânio de Freitas, que aparece próximo a Dom, na última foto que Bruno tirou do jornalista.
A investigação diz ainda que, depois do encontro, o pescador avisou Amarildo, o “Pelado”, que as vítimas estavam a caminho da área urbana de Atalaia do Norte. A tese da Polícia Federal se sustenta nos indícios das mais de 419 ligações telefônicas entre Jânio e ‘Colômbia’. No próprio dia do crime, há registros de antes e depois da ida das vítimas até a Comunidade São Rafael.
Esses dados apontam para a premeditação do crime: os acusados esperavam por Dom e Bruno, porque haviam sido avisados por Jânio. A perícia cronometrou o tempo que Amarildo e Jefferson da Silva Lima, que também é apontado como assassino das vítimas, chegaram até o barco de Bruno e Dom. Segundo os documentos, somente seria possível chegar até as vítimas se estivessem prontos para sair.
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Por July Barbosa com informações UOL.
Foto: Divulgação / Ilustração: Marcus Reis


