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quarta-feira, maio 22, 2024

Preso suspeito de fraudar cartões de vacina, Mauro Cid pode não deixar o Exército

Informações do Jornal O Globo apontam que o Exército não abrirá procedimentos administrativos contra o tenente-coronel, preso pela PF na última quarta-feira (3)

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Preso pela Polícia Federal (PF), durante a “Operação Venire”, supostamente por falsificação de cartões de vacina, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel da ativa Mauro Cesar Barbosa Cid, poderá não ser afastado do Exército Brasileiro (EB).

Conforme informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a Força informou que não abrirá procedimentos administrativos contra o tenente-coronel pois ele se encontra “à disposição da Justiça, em processo que corre em sigilo”, apesar dos supostos crimes cometidos por ele estarem previstos no Código Penal Militar (CPM).

Ou seja, na avaliação de integrantes do Exército, a instituição aguardará pelo desfecho do caso na Justiça comum sem assumir o ônus de punir um membro da ativa.

Vale destacar que supostamente o Exército havia colocado Cid em um posto estratégico visando a realização de um golpe de estado no Brasil. O bolsonarista supostamente assumiria um comando de “operações especiais” do Exército em Goiânia, o chamado Batalhão de Ações e Comandos.

A posse de Cid teria acontecido se dependesse do então comandante do Exército, Júlio César Arruda. Ele relutou em impedir que Cid virasse comandante do Batalhão. No entanto, Arruda foi substituído pelo general Tomás Paiva e o governo do presidente Lula (PT) vetou a posse.

Sobre a prisão do tenente-coronel

Mauro Cid e mais cinco pessoas ligadas a Bolsonaro foram presas na última quarta-feira (3) sob a suspeita de participação em uma organização criminosa que tinha o objetivo de adulterar os dados de vacinação do ex-presidente. Com Cid, a PF encontrou U$ 35 mil dólares e mais R$ 16 mil.

Outras 16, incluindo Bolsonaro, sofreram buscas e apreensões em suas residências e o celular do ex-chefe da nação foi apreendido para ser analisado pela PF.

Áudios vazados

Ailton Barros, ex-major do Exército, advogado e aliado de Mauro Cid, discutiu, em dezembro de 2022, um plano que seria supostamente um golpe de Estado com o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). As informações são de Daniela Lima, âncora da CNN.

Segundo a Polícia Federal (PF), esse aliado de Cid também integrou o que foi identificado como uma associação criminosa que forjou registros de vacinas para o ex-ajudante de ordens e outras pessoas, incluindo Bolsonaro. Ele também foi preso nesta quarta-feira (3), em uma operação da corporação sobre o caso.

A CNN teve acesso à transcrição de três áudios, que estão em posse da PF. Nos arquivos, Ailton descreve o “conceito da operação”. No plano, deveria haver a participação do então comandante do Exército, Freire Gomes, ou de Jair Bolsonaro, então presidente da República.

Leia mais: Ex-major, aliado de Bolsonaro, supostamente discutiu golpe de Estado com Mauro Cid em dezembro de 2022, após derrota nas eleições

 

Da Redação com informações O Globo / DCM

Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Revisão textual: Érica Moraes

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