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quinta-feira, junho 20, 2024

MPF do Paraná quer anulação de depoimento de Tacla contra Moro e Dallagnol

No documento do MPF, o procurador Walter José Mathias Junior afirma que a ação penal envolvendo Tacla está suspensa após uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF)

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O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná pediu a anulação do depoimento do advogado Tacla Duran que citou o ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União Brasil) e também o ex-procurador e atual deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos).

Na segunda-feira (27), o réu, por lavagem de dinheiro para a Odebrecht, acusou os congressistas em supostos casos de extorsão e perseguição. A fala foi feita durante depoimento ao novo juiz da Lava Jato, Eduardo Appio.

No documento do MPF, o procurador Walter José Mathias Junior afirma que a ação penal envolvendo Tacla está suspensa após uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele define como contraditória a determinação de Appio para ouvir o réu.

Ainda conforme despacho, o advogado deturpou o conteúdo da audiência, que deveria ser para ajuste de medidas cautelares no lugar da prisão preventiva revogada e fez acusações.
Por isso, o procurador solicita que os atos sejam anulados.

Omissão e pedido de sigilo

Ainda no despacho, o MPF afirma que o juiz Eduardo Appio foi omisso ao não apreciar um pedido de sigilo no processo feito pelo órgão ao fim da audiência.

“Verifica-se omissão ao não se apreciar o pedido de sigilo em audiência, tampouco em momento imediatamente posterior, mesmo diante do teor das declarações da defesa”, cita trecho.

Conforme Appio, o pedido será analisado em gabinete. Não há data prevista.
O procurador ainda pede que seja revisto o encaminhamento de Tacla para o programa federal de testemunhas protegidas. Ele frisa que o advogado é réu no processo e não testemunha.

Acusações contra Moro e Dallagnol

Sobre Deltan, ex-procurador na força-tarefa da operação, o advogado afirmou ser “perseguido na Espanha e em outros países” por ele. Em relação a Moro, Tacla Duran disse que foi vítima de tentativa de extorsão durante o processo por pessoas ligadas ao ex-juiz.
Os dois rebateram a denúncia. O senador disse que “não teme qualquer investigação” e afirmou que Tacla Duran fez “falsas acusações”. O deputado afirmou, pelo Twitter, que o caso “é uma história falsa”.

Com o depoimento, Appio determinou que o acompanhamento do processo fosse para o Supremo Tribunal Federal (STF) por se tratarem de um senador e um deputado federal.
Na audiência, ele destacou que o objetivo era ouvir Tacla Duran sobre a revogação da ordem de prisão preventiva que pesava contra ele no Brasil e não sobre acusações contra Moro e Deltan. Por isso, o juiz não aprofundou-se em nenhuma questão levantada pelo advogado sobre os parlamentares.

Na noite de terça-feira, a defesa de Moro recorreu à Justiça e pediu que o caso não fosse encaminhado ao Supremo.

Ele também solicitou que Appio não tome mais decisões em processos envolvendo a Lava Jato até que um pedido de suspeição feito pelo Ministério Público Federal (MPF) seja avaliado.

 

Por: Informações do G1

Foto: Divulgação

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