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domingo, junho 23, 2024

Alexandre de Moraes decreta prisão preventiva de Roberto Jefferson nesta quinta-feira

Moraes afirma, ainda, que o fato se tornou ainda mais grave mediante as apreensões feitas na residência do político, em que os policiais encontraram sete mil cartuchos de munição

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quinta-feira, 27/10, a prisão preventiva do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) por tentativa de homicídio de policiais federais. Jefferson foi preso em flagrante no último domingo, 23/10, que aguardava a decisão. A prisão preventiva não tem prazo para expirar. Na decisão, o ministro descreve o arsenal de armas e munições encontrado pela Polícia Federal (PF) na casa do político.

“Conforme já destacado, o preso se utilizou de armamento de alto calibre (fuzil 556), para disparar uma rajada de mais de 50 (cinquenta) tiros, além de lançar 3 (três) granadas contra a equipe da Polícia Federal”, escreve Moraes.

Moraes afirma, ainda, que o fato se tornou ainda mais grave mediante as apreensões feitas na residência do político, em que os policiais encontraram sete mil cartuchos de munição.

“O cenário se revela ainda mais grave pois, conforme constou do auto de apreensão, foram apreendidos mais de 7 (sete) mil cartuchos de munição (compatíveis com fuzis e pistolas). Essa conduta, conforme ampla jurisprudência desta Suprema Corte, revela a necessidade da custódia preventiva para garantia da ordem pública”, conclui.

Sobre o caso – Roberto Jefferson, ex-deputado federal, estava em prisão domiciliar desde o mês de janeiro por um pedido da Polícia Federal (PF) após, segundo as autoridades, se manifestar reiteradamente, por meio de publicações em redes sociais e em entrevistas, atacando integrantes de instituições públicas, desacreditando o processo eleitoral brasileiro, reforçando o discurso de polarização e de ódio, gerando animosidade na sociedade brasileira, e promovendo o descrédito dos Poderes da República.

O ex-presidente do PTB é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito que apura a existência de milícias digitais antidemocráticas. Tanto a prisão preventiva quanto a posterior, prisão domiciliar foram atendidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Porém, foram estabelecidas algumas medidas para que o regime domiciliar fosse cumprido: Jefferson teria de utilizar tornozeleira eletrônica, não manter comunicação exterior — por exemplo uso de redes sociais — e não poderia receber visitas sem prévia autorização judicial, exceto de seus familiares. Ele também estava proibido de conceder qualquer tipo de entrevista e de se comunicar com outros investigados.

No final de outubro, um vídeo publicado nas redes sociais da ex-deputada federal Cristiane Brasil, filha de Jefferson, mostram o ex-presidente do PTB comparando a ministra Cármen Lúcia a uma prostituta, se referindo a ela usando os termos “Bruxa de Blair” e “Cármen Lúcifer”. Ele também chamou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “latrina”.

No dia 22 de outubro, Moraes, que assumiu a presidência do TSE em agosto, emitiu uma ordem de prisão, apontando descumprimento das medidas estabelecidas para prisão domiciliar. Após a determinação, agentes da PF foram até a casa do ex-deputado no domingo (23), mas foram recebidos a tiros e atacados com uma granada por Jefferson.

Moraes, então, determinou a prisão em flagrante, por suspeita de tentativa de homicídio a dois policiais que ficaram feridos no ataque.

Roberto Jefferson se entregou na madrugada do dia 24 e começou a cumprir prisão no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele foi indiciado pela Polícia Federal por quatro tentativas de homicídio contra os agentes.

O ex-deputado foi transferido para Bangu 8 no mesmo dia, onde permanecerá preso, após determinação da Justiça. Durante audiência de custódia no dia 25 de outubro, Jefferson afirmou que deu mais de 50 tiros no para-brisa do carro da Polícia Federal, na tampa do capô e no pneu e que o fez “conscientemente”.

No dia 27 de outubro, Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva — que não tem prazo para expirar — de Roberto Jefferson referente à investigação por tentativa de homicídio.

 

Da Redação com informações da CNN

Foto: Divulgação

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