Após o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (PL), debochar da tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão na época da ditadura militar brasileira (1964-1985), o vice-líder do Governo na Câmara, José Medeiros (PL-MT), chamou os deputados federais que acionaram o Conselho de Ética contra Eduardo de “palhaços”.
Em sua conta no Twitter, Medeiros disse que os deputados que acionaram o Conselho de Ética para pedir a cassação de Eduardo são “uns palhaços” e que eles querem usar a situação como “trampolim” para ganharem visibilidade.
Após o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro de debochar da tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão na época da ditadura militar brasileira (1964-1985), o vice-líder do governo na Câmara, José Medeiros (PL-MT), chamou os deputados federais que acionaram o Conselho de Ética contra Eduardo de “palhaços”.
Em sua conta no Twitter, Medeiros disse que os deputados que acionaram o Conselho de Ética para pedir a cassação de Eduardo são “uns palhaços” e que querem usar a situação como “trampolim” para ganharem visibilidade.
“Tem uns palhaços que parecem a Darlene: na ânsia de aparecer, querem fazer do Conselho de Ética trampolim para ficar pulando diante das câmeras”, escreveu.
A crítica de José Medeiros é dirigida aos parlamentares do PSOL que pedem a cassação de Eduardo Bolsonaro, pois, segundo o presidente do partido, Juliano Medeiros, “não é possível ficar inerte” diante desse tipo de “agressão”.
Entenda o caso
Nesse domingo (3), o deputado federal Eduardo Bolsonaro debochou da tortura sofrida por Míriam Leitão, após a jornalista apontar o presidente Jair Bolsonaro como um inimigo da democracia — em 2016, na ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, Bolsonaro, ainda um parlamentar do Centrão, exaltou o torturador Brilhante Ustra em um ataque à petista, que foi presa e torturada pelos militares.
“Ainda com pena da cobra”, disse Eduardo, em referência a um dos métodos utilizados pelos torturadores aplicados contra a jornalista, quando ela foi presa em 1972, no quartel do Exército em Vila Velha, no Espírito Santo.
Segundo a comunicadora contou, ela foi agredida fisicamente com chutes e tapas, teve que ficar nua na frente de dez soldados e foi trancada numa sala escura com uma jiboia. Na ocasião, ela era militante do PCdoB.
Após a repercussão do caso nas redes sociais, perfis bolsonaristas fizeram circular uma fake news que acusa Míriam Leitão de ter sido presa em 1968 por assaltar um banco. Essa mesma mentira já circulou na internet em 2018 e em 2019. Esta não foi a primeira vez que a jornalista foi alvo de ataques por parte da família Bolsonaro. Em 2019, o próprio presidente usou informações falsas para atacá-la.
Nas redes sociais, Míriam Leitão se manifestou e, sem citar o nome de Eduardo, agradeceu as mensagens de carinho que recebeu. Para ela, o apoio vindo de amigos e fãs lhe ajudam a ter esperanças em relação ao Brasil e ao futuro da democracia.
Para o colunista do UOL, Josias de Souza, o ataque de Eduardo à Miriam “mistura ignorância com truculência”, e demonstra o fato de que o filho, assim como o pai, “carrega na personalidade uma mistura tóxica de ignorância pessoal com autoritarismo político”.
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Da Redação com informações do UOL
Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados


