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sábado, maio 25, 2024

Polêmica: Venda de refinaria no AM para o grupo Atem será debatida no Senado na quarta-feira, 23/3

De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), de Manaus, foi vendida por, pelo menos, 30% a menos do valor mínimo que ela está avaliada. A Reman foi vendida em agosto de 2021, para o grupo Atem, pelo valor de US$ 189,5 milhões, o equivalente a R$ 994,15 milhões

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado irá promover na quarta-feira, 23/3, audiência pública interativa para debater a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), localizada em Manaus. A refinaria foi vendida em agosto do ano passado, para o grupo Atem, pelo valor de US$ 189,5 milhões, o equivalente a R$ 994,15 milhões. Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), a Reman foi vendida por, pelo menos, 30% a menos do valor mínimo que ela está avaliada.

A reunião, que está prevista para começará às 9h, será semipresencial e contará com a participação da pesquisadora do Ineep, Carla Ferreira; e do coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcus Ribeiro. Também estão confirmadas as participações do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, e do analista do Departamento intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cloviomar Cararine.

O debate foi requerido pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). “Trata-se de tema extremamente relevante não apenas para a economia da Amazônia, mas para exame de toda a política de desinvestimentos da Petrobras”, justificou o senador.

O presidente da CAE é o senador Otto Alencar (PSD-BA).

Pesquisa – Após a transação, quatro pesquisadores do Ineep, Eduardo Costa Pinto; Henrique Jager; Rafael da Costa, e Rodrigo Leão, apontaram que a refinaria estava avaliada com um valor mínimo de R$ 1,463 bilhões, valor aproximadamente 30% maior do que o negociado.

Em maio de 2021, três sindicatos do ramo de transportes e do setor petrolífero apresentaram uma ação civil pública na Justiça Federal do Amazonas para barrar a venda da refinaria. Os representantes pediram a elaboração de um estudo sobre o impacto socioeconômico para a economia amazonense, além da realização de uma audiência pública para debater o tema com a população do estado.

Em junho, o juiz Diego Leonardo Andrade de Oliveira, da 9ª Vara Federal do Amazonas, determinou o envio do processo para a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Por fim, em 14 de setembro, o juiz Júlio Abranches Mansur, da 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro, negou o pedido dos sindicatos para suspender o processo de venda da refinaria.

Da Redação com informações da Agência Senado

Foto: Geraldo Kosinki/Agência Petrobras

 

 

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