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quarta-feira, julho 24, 2024

Bolsonaro deve aprovar fundo eleitoral de R$ 4 bilhões, mais que o dobro das últimas eleições

O presidente anunciou na semana passada que vetaria o reajuste do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, aprovado no último dia 15 de julho, com tendência a manutenção de R$ 1,7 bilhão das últimas eleições., No entanto, nesta segunda-feira ele afirmou que o valor do fundão deve ficar em R$ 4 bilhões.

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 26/7, que deverá sancionar o fundo eleitoral em R$ 4 bilhões e retirar apenas o “excesso”. A declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. O mandatário justificou que vetará apenas o valor extra de R$ 2 bilhões e citou que pode incorrer em crime de responsabilidade se vetar o restante. Ele disse ainda esperar não ser atacado pela sanção e ironizou que se os eleitores reclamarem muito poderão escolher entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes no segundo turno das eleições de 2022.

“Deixar claro uma coisa: vai ser vetado o excesso do que a lei garante, tá? A lei garante quase R$ 4 bilhões de fundo. O extra de R$ 2 bilhões vai ser vetado. Se eu vetar o que está na lei, estou em curso crime de responsabilidade. Espero não apanhar do pessoal como sempre. Porque se o pessoal começar a bater muito, vão escolher para segundo turno Lula ou Ciro. A crítica é válida quando ela tem fundamento, pessoal. É igual leite condensado. Parte da direita bateu tanto em mim que eu falei: ‘Pô, pelo amor de Deus, será que estou consumindo tanto leite condensado assim?'”, reclamou.

Aumento – O avanço do fundo eleitoral para quase R$ 6 bilhões foi aprovado pelo Congresso no dia 15 de julho, em um dos últimos movimentos antes do recesso parlamentar. A LDO, que define as direções dos custos da máquina pública, foi sancionada na Câmara dos Deputados por 278 votos a 145. Já no Senado, o placar foi de 30 a 33. A aprovação foi alvo de críticas, principalmente pela participação de parlamentares bolsonaristas na votação.

Fica a cargo do presidente decidir se veta ou não a lei. Bolsonaro disse na semana passada que deveria vetar o fundo. Porém, destacou que a palavra final é do Congresso, que poderá manter ou derrubar o veto. O presidente chegou a culpar o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que rebateu afirmando que Bolsonaro “não tem noção do cargo que ocupa”.

Ramos afirma que o presidente arma um acordão com o centrão para dobrar o valor do fundo eleitoral, de R$ 1,7 bilhão para R$ 4 bilhões, com reajuste acima da inflação.

Bolsonaro também sugeriu que a correção deveria ter sido feito pela inflação. “No ano retrasado, eu sancionei algo parecido, mas levando-se em conta a inflação do período. Eu não tinha como vetar. Alguns queriam que eu vetasse mesmo assim. Se eu vetar, eu incurso no artigo 85 da Constituição, que fala dos crimes de responsabilidade”.

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Foto: Divulgação/Agência Brasil

 

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