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terça-feira, julho 16, 2024

Declaração de Bolsonaro quanto a liberação do uso de máscaras gera críticas da população

No Brasil, a população vacinada até agora com as duas doses das vacinas contra Covid-19 corresponde a 11,06% do total. Especialistas apontam, desde o ano passado, que o uso de máscara e o distanciamento social são fundamentais para o enfrentamento à pandemia

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Desde que o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga trabalha em um parecer para desobrigar o uso de máscaras de proteção contra Covid-19 para pessoas vacinadas ou que já foram contaminadas pelo novo coronavírus muitas vêm sendo as críticas, sobretudo, porque menos de 15% da população do país está imunizada.

No Brasil, a população vacinada até agora com as duas doses das vacinas contra Covid-19 corresponde a 11,06% do total. Em números absolutos, até o momento, conforme o Ministério da Saúde, foram enviadas a estados e municípios 109,294 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicadas 71 milhões de doses, sendo 49,5 milhões da primeira dose e 21,46 milhões da segunda dose.

Em países que já flexibilizaram o uso da máscara, como Estados Unidos e Israel, a campanha de imunização com as duas doses ultrapassou 42,15% e 59,4%, respectivamente, segundo dados da Our World Data, uma publicação digital especializada na divulgação de pesquisas.

Nas redes sociais, muitas foram as manifestações contrárias ao desejo do presidente.

Presidente satisfeito – Segundo ministro Queiroga, a pasta fará um estudo para tratar sobre a flexibilização da medida que é considerada uma das principais no combate a pandemia. “O presidente está muito satisfeito com o ritmo da campanha de vacinação no Brasil, da chegada de novas doses, da distribuição de mais de 100 milhões de doses de vacina”, disse.

O Ministério da Saúde disse que o entusiasmo de Bolsonaro se deve à campanha nacional e aos avanços percebidos no cenário internacional. “O presidente me pediu que fizesse um estudo para avaliar a situação aqui no Brasil. Então vamos atender essa demanda”.

Autorização – A lei que obriga o uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados foi sancionada pelo governo há quase um ano, em julho de 2020. Para alterar a regra, seria necessária a autorização do Congresso Nacional.

A informação sobre a possibilidade de um parecer foi divulgada, mais cedo, pelo chefe do Executivo durante um evento do Turismo no Palácio do Planalto.

“Acabei de conversar com um tal de Queiroga, não sei se vocês sabem quem é, é nosso ministro da Saúde, e ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daquele que estejam vacinados ou que já foram contaminados”, disse o presidente.

Reinfecção – No caso de pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus, existe o risco de reinfecção. Em dezembro de 2020, o próprio Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no país. Uma profissional da área da saúde, de 37 anos, de Natal (RN) havia se contaminado pela primeira vez em junho, se curou, e teve resultado positivo novamente em outubro.

“As análises realizadas permitem confirmar a reinfecção pelo vírus SARS-CoV-2, após sequenciamento do genoma completo viral que identificou duas linhagens distintas”, dizia o comunicado do ministério.

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Da Redação

Fotos e vídeo: Divulgação e Reprodução da Internet

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