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quarta-feira, junho 12, 2024

Profissionais da educação protestam contra retorno de aulas presenciais sem imunização completa

Trabalhadores da educação só querem retornar às salas de aulas depois que tiverem tomado a primeira e segunda dose da vacina contra Covid-19. Eles temem ser contaminados ou contaminar os alunos por não estarem imunizados

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Profissionais da educação participaram nesta segunda 31/5, de uma carreata para protestar contra o retorno das aulas presenciais no Estado do Amazonas e na capital, Manaus. Os profissionais reivindicam que as aulas presenciais sejam retomadas somente após a imunização completa. Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), a carreata iniciou por volta das 8h na avenida do Samba e terminou em frente à sede do Governo, Compensa, zona Oeste.

A reivindicação dos trabalhadores da educação, que também iniciou uma greve sanitária em alguns municípios do interior é para que o retorno das aulas presenciais só ocorra após a vacinação de todos os profissionais que atuam nas escolas. A greve sanitária consiste na paralisação de atividades presenciais com o objetivo de preservar a vida de trabalhadores e demais envolvidos.

“É preciso respeitar a vida! Aqui estão os trabalhadores em educação que dizem não ao retorno das aulas presenciais sem a vacina. Estão aqui aqueles que querem trabalhar, mas apenas quando todos estiverem imunizados. Não dá para falar em retorno colocando a vida em risco, a vida dos alunos em risco. É preciso que nossas vidas sejam priorizadas”, disse a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, durante a carreata.

Segundo ela, há dias o sindicato tem buscado um diálogo com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Manaus sobre o assunto, mas não tem obtido sucesso. “Aproximadamente 10% da categoria tomou a primeira e a segunda dose. Ainda temos um expressivo número de trabalhadores que estão com suas vidas em vulnerabilidade. Estamos tentando dialogar desde o ano passado e, embora tenhamos essa insistência com o governo e a prefeitura, não tivemos respostas”, reclamou.

Asprom – Também com o mesmo objetivo, o Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical) realizou um ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) pedindo o cancelamento do retorno das atividades escolares presenciais.

“Somos contrários ao retorno das aulas presenciais porque a Covid-19 na nossa cidade não está controlada, está descontrolada com o aumento de casos, mortes e internações. Não é possível que queiram jogar nossas crianças e adolescentes, que não foram vacinados, dentro das salas de aulas”, afirmou o representante do sindicato, Lambert Melo.

Os integrantes do sindicato e um grupo dos profissionais da educação também fizeram uma carreata na zona Leste da cidade antes de seguir para a frente do TJ. “Fizemos esse ato público cobrando urgência no julgamento do processo em que pedimos para suspender esse retorno das aulas presenciais. Isso é um crime na nossa sociedade”, reclamou.

Retorno – As aulas presenciais, de forma hibrida, estão previstas para iniciar amanhã nas escolas estaduais. O anúncio foi feito na última sexta-feira, 28/5, pelo governador do Estado, Wilson Lima (PSC). Já as aulas da rede municipal de ensino na capital iniciaram nesta segunda-feira, 31/5.

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Por Izabel Guedes

Fotos : Divulgação/ Sinteam

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