Eleições 2026: Vaquinhas virtuais de pré-candidatos ultrapassam R$ 500 mil em três dias

Financiamento coletivo de campanhas cresce após autorização da Justiça Eleitoral

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O financiamento coletivo para pré-candidatos nas eleições de 2026 já ultrapassou a marca de R$ 500 mil em doações poucos dias após o início oficial das arrecadações autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A modalidade, conhecida como “vaquinha virtual”, foi liberada pela Justiça Eleitoral na última sexta-feira (15) e permite que apoiadores contribuam financeiramente com campanhas por meio de plataformas digitais credenciadas.

Levantamento divulgado pela CNN Brasil com base nos dados públicos da plataforma “Quero Apoiar” aponta que mais de meio milhão de reais já havia sido arrecadado até a noite deste domingo (17). Atualmente, quatro empresas estão autorizadas pelo TSE a operar o sistema de financiamento coletivo eleitoral, mas apenas a “Quero Apoiar” disponibiliza informações abertas em tempo real sobre as arrecadações.

Entre os pré-candidatos, o maior volume de doações registrado até o momento é do presidenciável Renan Santos, do partido Missão. Segundo os dados da plataforma, ele arrecadou R$ 165,5 mil por meio de 2.406 apoiadores nas primeiras 72 horas de campanha financeira.

Na sequência aparece o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), pré-candidato ao Senado, com R$ 133,1 mil arrecadados a partir de 1.158 doações realizadas no mesmo período.

O partido Missão, criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e oficialmente registrado no TSE em novembro de 2025, lidera entre as siglas em arrecadação via financiamento coletivo, concentrando mais de R$ 200 mil em contribuições.

A legislação eleitoral permite a arrecadação antecipada por financiamento coletivo desde a reforma política de 2017. Apesar de as doações já poderem ser realizadas, os recursos só podem ser efetivamente utilizados pelos candidatos após o cumprimento de exigências legais, como abertura de conta bancária específica de campanha e emissão de recibos eleitorais.

As plataformas autorizadas pela Justiça Eleitoral são obrigadas a identificar todos os doadores, emitir comprovantes, informar imediatamente os dados das contribuições ao TSE e divulgar publicamente os valores arrecadados. Empresas privadas não podem financiar campanhas diretamente, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu doações empresariais em 2015.

Esta é a quinta eleição nacional em que as “vaquinhas virtuais” são permitidas no Brasil. Nas eleições municipais de 2024, a modalidade movimentou mais de R$ 7 milhões em arrecadações declaradas à Justiça Eleitoral.

*Com informações da CNN

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