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sábado, janeiro 17, 2026

PGR investiga fundo ligado ao dono do Banco Master que investiu R$ 300 mi em SAF

Atlético-MG afirmou, em nota, que a Galo Forte — empresa vinculada ao banqueiro — é um veículo regular e devidamente constituído, mas que o clube não participa de sua gestão nem tem ingerência sobre sua estrutura societária ou operações financeiras

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, pode ter sido utilizado em um esquema de desvio de recursos da instituição financeira.

O fundo é apontado como responsável por um aporte de R$ 300 milhões na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que controla o Atlético Mineiro.

Segundo o relatório encaminhado ao STF, o fundo Astralo 95 integra uma estrutura de engenharia financeira que teria sido utilizada para movimentar recursos do banco de forma irregular.

A PGR aponta que, junto com o fundo Reag Growth 95, a Astralo movimentou cerca de R$ 1,45 bilhão entre abril e maio de 2024. Os valores teriam como destino beneficiários ligados a familiares de João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos e um dos alvos da Polícia Federal em operação deflagrada na quarta-feira (14/1).

Atualmente, Daniel Vorcaro detém cerca de 26% de participação na Galo Holding, empresa responsável pela administração da SAF do Atlético-MG. A maior fatia da sociedade pertence aos empresários Rubens Menin e Rafael Menin, que concentram aproximadamente 55% do controle.

No modelo de SAF, os clubes passam a operar como empresas. No caso do Atlético-MG, 25% da participação permanece com o clube associativo, enquanto o restante está distribuído entre investidores privados.

Procurado, Vorcaro informou, por meio de sua defesa, que não irá se manifestar sobre o caso. Já o Atlético-MG afirmou, em nota, que a Galo Forte — empresa vinculada ao banqueiro — é um veículo regular e devidamente constituído, mas que o clube não participa de sua gestão nem tem ingerência sobre sua estrutura societária ou operações financeiras.

O clube também declarou que todos os aportes realizados na SAF seguiram critérios legais, contratuais e de governança, sem qualquer envolvimento da instituição em decisões bancárias ou investigações relacionadas a terceiros. Ainda segundo a nota, Vorcaro foi afastado de suas atividades ligadas ao clube.

Operação da Polícia Federal

Daniel Vorcaro foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance 2.0, deflagrada pela Polícia Federal, por determinação do ministro Dias Toffoli, do STF, relator do caso.

Além do banqueiro, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra familiares, incluindo pai, irmã, cunhado e primo. Eles são suspeitos de envolvimento em operações financeiras consideradas fraudulentas, relacionadas ao Banco Master.

*Com informações Metrópoles

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